7 furadas na Europa sobre as quais ninguém te alertou (ainda)

Passamos meses, as vezes anos, planejando uma viagem, idealizando cada parte de um lugar tão sonhado. Buscamos fotos na internet, montamos uma planilha de orçamentos super detalhada, traçamos a rota e escolhemos até o melhor meio de transporte do aeroporto até o hostel, que foi escolhido a dedo, avaliando minuciosamente cada critério.

Quando colocamos os pés no destino dos sonhos, cada minuto é de contemplação e deslumbramento. Parece que nada pode estragar os nossos dias enquanto estivermos desfrutando daqueles momentos tão esperados. Pior é que pode.  Algumas furadas podem sim azedar uma viagem. Não me refiro exclusivamente a golpes e trapaças para extorquirem o nosso suado dinheirinho, mas também a causos aos quais estamos todos susceptíveis pela simples falta de informação, falha na comunicação ou por má vontade que algumas pessoas têm para com estrangeiros mesmo.

Antes de mais nada, devo dizer que passei por ótimos momentos em cada um destes lugares que vou citar e que o texto não tem a intenção de depreciar estas cidades. O objetivo é apenas dividir as experiências que tive em território europeu que podem servir de alertas para turistas e viajantes. Então, vamos às ciladas:

1 – Batedoras de carteira em Madri

Há quem pense que furtos, roubos e assaltos são problemas exclusivos de “países de terceiro mundo” e que na Europa tais coisas estão longe de acontecer. Ledo engano.

Eu tinha acabado de colocar os meus pés em Madri depois de uma noite de sono conturbada em um ônibus e decidi andar pela cidade para tirar umas fotos. Enquanto clicava a Catedral de Santa María la Real de la Almudena, mais precisamente enquanto tirava a foto abaixo, duas mulheres tentaram roubar a minha carteira de dentro da bolsa.

A catedral de Santa María la Real de la Almudena, em Madri

A catedral de Santa María la Real de la Almudena, em Madri. Créditos: Gisele Rocha

Eu passei um aperto horroroso. Um cagaço como nós dizemos em Minas. Sempre digo a todos os conhecidos que é muito importante distribuir o dinheiro entre bolsa, doleira (aquele porta-dinheiro que colocamos por baixo da camisa) e até deixar um trocado dentro da meia para casos de emergência, mas justamente naquele dia TODO o meu dinheiro estava na carteira, juntamente com os meus cartões de crédito e carteirinha de estudante.

Por sorte, a mulher que estava segurando a minha carteira acabou se assustando e jogando-a no chão. As duas disseram que a carteira estava caindo e que iam me devolver. Entretanto, como a bolsa era funda e eu tinha sentido um puxão, logo notei que se tratava de uma tentativa de roubo. Elas saíram correndo em outra direção (mais uma evidência que estavam ali tentando me roubar mesmo).

Portanto, fica a dica: não facilite. Independente da cidade onde estiver, distribua sempre o seu dinheiro, tente deixar alguma coisa no hostel e ande sempre com bolsas fechadas com zíper. A minha tinha apenas um botão de ímã.

2 – Vendedores de pulseirinha no Duomo de Milão

Il Duomo di Milano, a imponente Catedral de Milão onde, infelizmente, turistas estão sujeitos a muitos golpes

Il Duomo di Milano, a imponente Catedral de Milão onde, infelizmente, turistas estão sujeitos a muitos golpes. Créditos: Gisele Rocha

Alguns rapazes ficam na frente da Catedral de Milão só esperando um turista aparecer para que eles comecem a rodeá-lo, oferecendo insistentemente uma pulseirinha como lembrança da cidade.

Até aí tudo certo. Afinal, cada um ganha dinheiro como pode. Só que a pulseira não é nada mais que uma linha que eles vão amarrar no seu pulso e te cobrar uns 5 euros por ela. Vão ficar no seu pé até você se cansar (ou ficar com medo) e acabar cedendo.

No meu caso, eles falaram que era um presente, que não iam me cobrar nada e amarraram no meu braço mesmo eu dizendo que não queria. No final, me pediram uma contribuição de 3 euros. Faça as contas: um fiozinho colorido por 12 reais! Nem a pau! Pedi para que tirassem a pulseira do meu braço e eles se recusaram, então saí sem pagar, sem nenhuma crise de consciência. Eu estava acompanhada por um grupo de pessoas, por isso não tive receio de que os caras fossem atrás de mim, mas aconselho que você não o faça caso esteja sozinho.

P.S: A mesma recomendação é válida para aqueles que colocam grãos e pedaços de pão para que você possa alimentar os pombos. Esteja ciente de que isso pode sair caro.

3 – Validação das passagens de ônibus em Florença

Fiz um intercâmbio em Florença e antes de me mudar para lá li tudo o que podia a respeito da cidade. Muita gente falava sobre validação das passagens de trem, mostravam as maquininhas e tudo mais. Falavam também da validação dos bilhetes de ônibus, que estavam sujeitas a fiscalizações surpresas e coisa e tal.

Deu-se que no primeiro dia em que usei o transporte público eu me estrepei. Comprei o bilhete em uma banca de jornal e coloquei no buraquinho da máquina que registrava a passagem. Tudo certo, na maior tranquilidade até que chegou o fiscal e pediu o meu papel. Mostrei pra ele na boa, pois tinha feito tudo certo. Só que não.

Tentei argumentar que era a primeira vez que usava o ônibus na cidade, que coloquei na abertura de cima, já que não havia nenhuma sinalização ou instrução, mas nada feito. Levei uma multa de 55 euros (DOEU) e ainda tive de ouvir que brasileiros não respeitam as leis, que nós sempre tentamos dar um jeito de burlar as regras, etc. Dispensável o sermão, pois não foi proposital, eu realmente não sabia usar a máquina.

Tome como lição: se não fez barulho e não saiu nenhuma estampa, não está validado e você pode levar uma multa sinistra.

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4 – Abbey Road em Londres

Pensem em uma fã dos Beatles. Eu fui a Londres com um roteiro todo traçado e dividido por dias. Tinha anotado cada lugar por onde o Fab Four passou e a importância de cada ponto na carreira dos caras.

Estação de metrô Abbey Road, no subúrbio de West Ham

Estação de metrô Abbey Road, no subúrbio de West Ham. Créditos: Gisele Rocha

Eu só não contava que a estação de metrô Abbey Road não tivesse nada a ver com a famosa Abbey Road da capa do disco. Essa estação fica a uns 20 quilômetros de distância de onde eu queria estar. Furada total. Perdi um tanto de tempo e fiquei emburrada pelo resto do dia devido a minha estupidez.

Se você estiver a fim de visitar a Abbey Road da capa do LP dos Beatles e o Abbey Road Studios onde eles e outros artistas conceituados (Pink Floyd, Oasis, Duran e Adele) gravaram algumas canções, desça na estação St. John’s Wood (Jubilee line, cinza no mapa do metrô).

Depois de horas dentro do metrô, a Abbey Road dos Beatles

Depois de horas dentro do metrô, a Abbey Road dos Beatles. Créditos: Gisele Rocha

5 – Ajuda para fotos em Praga

Estava passeando sozinha por Praga em um local repleto de turistas, entre eles um casal aparentemente normal, tirando algumas selfies para registrar a viagem. Eles me pediram para que tirasse uma foto deles e eu aceitei prontamente. Tirei várias fotos, eles adoraram e depois se ofereceram para tirar algumas minhas. É uma prática normal entre viajantes e eu achei ok, até me dar conta, minutos depois, que eles haviam levado as sacolas com coisas que eu havia comprado pelo caminho.

Fui atrás dos dois acreditando que se tratava de um engano, mas eles insistiam que as sacolas eram deles e começaram a falar alto, dando a entender que era eu quem estava tentando roubá-los.

Moral da história: melhor sair na foto com algumas sacolas penduradas no braço do que ficar sem as suas coisas depois.

6 – Porre de ouzo em Atenas

Ouzo, ou uzo, a deliciosa bebida destilada grega que deve ser apreciada com muita moderação

Ouzo, ou uzo, a deliciosa bebida destilada grega que deve ser apreciada com muita moderação. Créditos: Gisele Rocha

A Grécia foi um dos países que mais gostei de ter visitado durante o período em que morei na Europa. Não só pela oportunidade de ver pessoalmente as ruínas dos templos que conhecia apenas pelas gravuras dos livros de História, mas também pelas belezas naturais, as praias cinematográficas e, principalmente, pelo povo, que é bastante receptivo.

Eis que um dia, depois de um longo passeio, eu resolvi sentar em um restaurante e experimentar o Ouzo, a tradicional bebida grega (ou turca, como acreditam alguns) feita de anis. Coisa deliciosa, desce bem redonda, parece chazinho de funcho gelado.

O garçom trouxe uma garrafinha do destilado e outra grande de água, assim como vocês podem ver na foto que tirei na ocasião. Tomei um golinho d’água e depois despejei todo o ouzo no copo. Ia petiscando aqueles amendoins salgados e bicando o líquido alcoólico. Boa mineira que sou, já estou acostumada com as cachaças da região.

Duas mocinhas na mesa ao lado me olhavam perplexas e perguntaram se eu havia misturado a bebida na água e se iria tomar tudo sozinha. Logo pensei: “lá vem elas querendo filar da minha bebida”. Sorri e respondi que não havia diluído porque o gosto era ótimo e eu achava que não ficaria tão gostoso se diluído em água. Foi aí que elas me alertaram que a bebida era fortíssima, com 46% de álcool e que eu poderia ter dificuldades em voltar pra casa quando o ouzo começasse a fazer efeito.

Mais que depressa eu paguei a conta, entrei no metrô e segui para o hotel onde estava, já levemente alterada. Portanto, aviso para você nunca deixar se enganar pelo gostinho suave dessa bebida. Do contrário, pode rolar uma furada com efeito devastador. Eu tive a sorte de ser alertada pelas duas moças gregas.

7 – Protetor solar vagabundo nas Ilhas Gregas

Nas Ilhas Gregas (e em todo lugar do mundo) faça como o Pedro Bial: "use filtro solar"

Nas Ilhas Gregas (e em todo lugar do mundo) faça como o Pedro Bial: “use filtro solar”. Créditos: Gisele Rocha

Essa dá até vergonha de contar, pois foi uma economia porca que eu fiz e desde o começo, lá no fundo, sabia que não ia acabar bem. Eu estava nas minhas últimas semanas de férias pela Grécia e há vários meses fora, o que quer dizer que precisava cortar gastos para fazer o dinheiro render mais.

Antes de embarcar em um cruzeiro entre Santorini, Mikonos e Creta, precisei sair em busca por outro protetor solar, dessa por um frasco com menos de 100ml, para não ter de jogar no lixo de novo. Entrei em todas as farmácias possíveis e só achava produtos caríssimos. Por fim, achei uma vendinha em frente ao Museu Arqueológico Nacional de Atenas que vendia um protetor supostamente francês pela bagatela de 5 euros. Comprei e fui feliz passear pelas ilhas gregas.

Fui usar o creme pela primeira vez e agitei bastante antes de espalhar no corpo. Já na primeira espirrada na palma da mão eu notei que o trem era feito de óleo e umas pelotas brancas, que deviam ser do composto que protegeria minha pele do sol. Na falta de outra coisa, encarei aquilo mesmo. Seria melhor não ter passado nada ter investido em um protetor decente, pois fiquei com o corpo coberto por bolhas d’água e tive de lidar com o incômodo pelos 5 dias que duraram o passeio. Não foi nem furada, foi burrice minha mesmo, mas fica de alerta para mochileiros extremamente econômicos, como eu.

BÔNUS: Não comprar passagens com antecedência

Diferentemente do que acontece aqui no Brasil, na Europa não existe preço fixo quando o assunto é passagem, independente do meio de transporte (avião, trem e até ônibus interurbano). Isso quer dizer que quanto mais cedo você traçar o seu itinerário, mais barato pagará para se deslocar. Não que seja necessário ter tudo certinho 6 meses antes do embarque. Eu tento ajeitar tudo com um prazo que varia entre 6 e 3 semanas, menos que isso é certeza que vou pagar mais caro. Nas vezes que deixei para comprar bilhetes de trem às vésperas de viajar, paguei quase o triplo de quem comprou meses antes. Não deixe pra comprar passagens em cima da hora, é furada!

Dica: Enquanto o Viajei Bonito não faz uma lista bem mastigada sobre como viajar barato pela Europa, procure você mesmo por “low cost” + nome do país ou cidade, para achar os voos mais baratos. Se quer comparar preços de trens, pesquise por “nome do país ou cidade by train“. Por fim, se achar que dá para encarar ônibus também é válido, digite nome do país ou cidade by bus. Na última modalidade, eu indico a Eurolines, que atua em mais de 30 países e 500 cidades entre Europa e África. Existem outras, mas isso é assunto para outro artigo.

Mas e você? Já entrou em alguma furada enquanto viajava pela Europa? Nossos leitores listaram mais 11 ciladas frequentes na Europa. Você já caiu em alguma delas?

De malas prontas para Praga, Londres e Atenas?

Em Praga, o almoço simples sai por volta de R$16,30, já o fast-food sairá por mais ou menos R$16,17. Considerando o cappuccino, podemos dizer que o cafezinho da tarde custa R$5,69. Em restaurantes, a garrafa d'água de 330ml custa R$2,67, o refrigerante - considerando também o de 330ml - custa R$3,55 e o pint de cerveja R$4,39.

Descubra quanto custa viajar para Praga, Londres e Atenas.

Em Praga, nossa sugestão de hospedagem é o Travellers Hostel Praha. Já em Londres, recomendamos o Palmers Lodge Swiss Cottage. Em Atenas, nossa recomendação é o Chameleon Youth Hostel.

Os países europeus exigem que os viajantes tenham contratado seguro viagem, geralmente com valores mínimos estabelecidos para garantir assistência médica em acidentes ou doenças. Você pode fazer sua cotação clicando aqui e utilizando o cupom de desconto VIAJEIBONITO5. Ou então aprenda aqui a contratar um seguro viagem.

Para quem está na Europa, o voo mais barato para Praga sai de Amsterdã no dia 24/05/17 com volta em 31/05/17 e custa R$89,42 (ver também outras datas). Do Brasil, o voo mais barato para Praga sai de Rio de Janeiro no dia 06/03/18 com volta em 15/03/18 e custa R$1.353,10 (ver as datas). Confira todas as opções de voo para Praga.

Com base em cotações atualizadas do Yahoo Finance a cada duas horas, a proporção entre a Coroa checa e o Real é de 1 CZK para 0,1292 BRL, já a proporção entre o Euro e o Real é de 1 EUR para 3,4700 BRL e a proporção entre a Libra esterlina e o Real é de 1 GBP para 4,1219 BRL. Você pode simular o valor que deseja converter com os preços das casas de câmbio clicando aqui.

Um grupo só de mulheres vivendo a cultura, a língua e o cotidiano inglês, já pensou? A Expedição Teraví - edição Londres – é um programa focado no aprendizado e prática da língua inglesa e recheado de atividades culturais e turísticas por Londres e pelo interior da Inglaterra, que acontecerá entre os dias 02 a 16 de setembro de 2017. Conheça.

Sobre Gisele Rocha

Formada em Comunicação Social pela UFJF. Andou meio mundo tentando descobrir o que queria fazer, até descobrir que queria mesmo era andar pelo mundo.
  • Cássia

    Tem que contar da furada dos ambulantes de Montmartre, em Paris. Funciona como as ciganas aí de Madrid, eles podem querer te vender coisas (mini-torres eiffel, lembranças, etc) ou só te extorquir mesmo. Se eles vierem com muita simpatia, negue seu instinto brasileiro de fazer amigos e saia sem falar nada!

  • Gisele Rocha

    “negue seu instinto brasileiro de fazer amigos”. Hahahaha… excelente!

  • Adriano Castro

    Hahahahaha “negue seu instinto brasileiro de fazer amigos”! Gostei!

  • Adriano Castro

    Nuss, eu e vc fizemos comentários parecidos… oO

  • Marcus Martins

    Caí nessa daí do Duomo de Milão. Era meu primeiro dia lá e fim de tarde. Estava distraído olhando para a Catedral. Eles são muito rápidos e já chegam amarrando a linha no braço. Também começaram falando que era presente. Depois veio a cobrança. Mas não paguei. Acho que me cobraram 1 euro. Insisti que não iria pagar e fui embora. No hotel arranquei a pulseira. Me deu um certo medo porque estava viajando sozinho, mas não acatei. Nos outros dias fiquei de olho e quando percebia aproximação já fazia cara de “não”, bravo. Mas o pior é o caso do milho. Galera paga para encher as mãos de milho para os pombos pousarem nelas e tirar foto. Alguns colocam na cabeça tb. Como estava vacinado contra o primeiro golpe, fiquei atento para não cair no segundo. Melhor sair com fitinha que ter foto com pombo.

  • Gisele Rocha

    Fora que pombo é um bicho muito nojento! Nem de graça eu quero um daquele perto de mim.
    Sobre a pulseira, eu não arranquei a minha pra verem que eu já tinha “caído” no golpe deles.

  • Mauricio Dutra

    Comprei mini torres dos ambulantes, 5 pequenas mais uma média, paguei 5 euros negociando.
    As mesmas torres nas lojinhas custavam 1,50 euros cada e a média 5 euros. Eram da mesma qualidade e tenho a média até hoje, as pequenas eu dei. Por outro lado, minha namorada comprou uma pulseira no alto da torre eiffel, pensando que teria mais qualidade, a mesma mal durou um mês e já estava preta.

  • Marcelo Barbosa

    porra, vc só se fodeu!

  • Gisele Rocha

    Que nada, Marcelo! Como eu disse ali no terceiro parágrafo, vivi ótimos momentos em todos esses lugares. As dicas foram para alertar outras pessoas quanto aos golpes e tbm para que elas não “novateiem” como eu “novatiei” em alguns casos.
    Obrigada pelo seu comentário 😉

  • hahahaha excelente! Muita gente dá dicas do que fazer em algum lugar, mas é sempre bom saber o que NÃO fazer!

  • Gisele Rocha

    Que bom que vc gostou! Estamos compilando ciladas dos nossos leitores para fazer uma nova postagem e ajudar ainda mais outros viajantes. Se tiver algum relato, ficaremos felizes em compartilhar a sua experiência.

  • Marcelo Barbosa

    tenho problemas c/ diarreias…isso que vc nos alerta evita bastantes delas! rsrsrs
    já foi par Cuba?!
    1 abç!

  • Werlyson Argolo

    Em Paris também passei por uma parecida. Primeiro dia na cidade, fui logo visitar a Torre Eiffel, obviamente, subi nela e tal. Quando acabo de sair ainda hipnotizado olhando pra cima umas 6 meninas se aglomeraram em volta de mim e do meu namorado colocando uma caneta na nossa mão pra assinar um papel “to help the children with disabilities” (very poor children, ela enfatizou). Daí qdo assinamos lá elas ficaram pedindo 20 euros de cada (!!!), dai falamos que não íamos dar nada. Aí ficaram insistindo falando “vocês assinaram, agora tem que pagar”, então peguei o papel de volta e risquei nossos nomes de lá e saímos andando. Elas ficaram putíssimas e ficaram andando atrás da gente por uns 200 metros. Fiquei meio assustado mas sabia que não fariam nada com a gente, até pq foi alguns dias depois do atentado e tinha uma tonelada de polícia e exército lá. Depois percebi que elas fazem isso em vários pontos turísticos, então tomem cuidado.
    Outra de Paris também são os grupos de meninas batedoras de carteira no metrô, mas já tinha sido avisado dessa então sempre colocava a carteira no bolso de dentro do casaco.

  • Bruce Wayne

    Excelente! Faltou alertar sobre a grossura e a desonestidade dos motoristas franceses de táxi. Imigrantes que trabalham dirigindo táxi em Paris são melhores de lidar do que os nativos. Os taxistas franceses não estão nem aí se você é turista, se mal sabe falar francês ou se não conhece o sistema monetário do país, quando questionados ficam logo irritados e te colocam para fora do táxi em qualquer lugar!

  • Janeisa Tomas

    Acrescentaria as batedoras de carteira do leste europeu em Paris, perto da Faubourg de Saint Honoré, elas andam em bando e tem uma habilidade em abrir sua bolsa e retirar sua carteira que você nem se dá conta. Todo o cuidado é pouco. Quanto aos vendedores de pulseirinhas do Duomo, também já fui vítima.

    http://www.brasildobem.net

  • Gisele Rocha

    Werlyson, muito bacana da sua parte ter dividido essas experiências com a gente. Estamos compilando os depoimentos dos nossos leitores e vamos criar um outro artigo com as dicas e avisos que nos passaram. Podemos compartilhar os seus?
    Obrigada pela sua participação. Ela certamente ajudará outras pessoas.

  • Gisele Rocha

    Putz, Bruce! Que situação!! Eu não cheguei a usar taxi lá, mas infelizmente essas histórias de taxistas que querem dar a volta nos passageiros ou que são grosseiros são muito comuns. Ainda bem que hj em dia temos GPS e fica mais fácil de controlarmos, mas falta de educação vem de berço, não há tecnologia que ajude.

  • Gisele Rocha

    Sim, Janeisa, infelizmente isso é comum no mundo inteiro. Imagina que desgraça perder a carteira com o dinheiro que vc juntou durante anos pra poder viajar!

  • Werlyson Argolo

    Claro, Gisele! Fico feliz em ajudar! Tenho outras histórias que acho que você pode acrescentar também, tipo fiscal do metrô de Berlim falando que meu ticket não era válido e que eu tinha que pagar a multa senão ele ia chamar a polícia e eu ia ser preso (mas o ticket era válido). Se quiser conto direitinho também!

  • Fabricio Moura

    Os traficantes de Lisboa que te abordam o tempo inteiro oferecendo drogas, sobretudo se você é home e está viajando sozinho.

  • Fabricio Moura

    *homem

  • Gisele Rocha

    Claro, queremos sim! Vc se importa de detalhar essa história através do e-mail voajeibonito@gmail.com ou por mensagem na nossa Fanpage do Facebook?
    Um abraço!

  • Gisele Rocha

    Sério que isso aconteceu contigo?? Comigo acontecia mto no Peru e na Colômbia.
    Se importa de dividir com a gente a história? Pode servir de alerta para outros leitores.
    Vamos reunir os relatos dos leitores em uma nova postagem, já que nem todo mundo lê os comentários.

  • Gisele Rocha

    Comprar souvenir nos pontos turísticos quase sempre é furada! A única vez que me dei bem foi em Roma, que comprei um moletom por 10 euros, nos outros lugares não saía por menos de 20.

  • Fabricio Moura

    Oi Gisele, tudo bem? Primeiro, parabéns pelo post. Eu tenho um blog também e já pensei em escrever sobre esse caso de Lisboa. Então, eles abordam as pessoas em quase todas as partes da cidade, mas incidência maior é na Rua Augusta, Praça do Comércio e Cais do Sodré. Os caras vem andando na sua direção, com algo enrolado na mão. Quando você diz que não quer, alguns te deixam em paz, mas outros te perseguem tentando fazer você aceitar a droga. É realmente MUITO incômodo e desagradável. Além dos batedores e carteira que circulam na mesma região. Ah, meu blog é http://www.vounajanela.com.br

  • Gisele Rocha

    Que bacana o seu blog, Fabrício! Eu adorei o layout, muito organizado e bem bonito! Textos relevantes e leitura agradável. Gostei demais!
    Quando a gnt postar as dicas dos leitores eu coloco o seu nome com o link pra lá.

  • Gisele Rocha

    Claro, queremos sim! Vc se importa de detalhar essa história através do e-mail voajeibonito@gmail.com ou por mensagem na nossa Fanpage do Facebook?
    Um abraço!

  • Fabricio Moura

    Super obrigado Gisele, eu também adoro o seu. Ta na linha lista de favoritos, sempre dou uma passadinha por aqui. Ainda sobre o caso de Lisboa, esqueci de comentar que os traficantes agem embaixo do nariz dos policiais que não fazem nada. É assustador.

  • Andresa Ramos

    Isso aconteceu comigo tb. Só que eu estava com uns amigos e dois caras passaram quase que um atras do outro oferecendo maconha. Só nao me assustei pois nao estava sozinha, e meu amigo que mora lá disse que sempre acontece.

  • Fabricio Moura

    Oi Andressa, dizem que é bemmm comum.

  • Jurandyr Silvestre

    Em Buenos Aires há um golpe de lhe jogarem um liquido branco nas costas (mesmo que vc esteja acompanhado).O liquido parece cocô de pássaros e o golpe é dado numa calçada sob árvores.Logo a dupla que lhe jogou o tal liquido (e que vc nem notou a presença deles) aparece oferecendo ajuda quando notamos aquelas manchas. Eles surgem com agua e lenços de papel esfregando na sua roupa,etc ;e nesse momento lhe batem carteira,bolsa,etc…Fique ligado!

  • Tamires Minuk

    Eu morei em Milão, proximo à Duomo. Um dia eu e meus companheiros de casa fomos lá praça e pedimos 4 pulseiras waka waka, como eles chamam, pagamos 1 euro pelas 4, uma pra cada. Não tiramos mais do braço e qdo qqr um vinha nos atormentar a gente só erguia o pulso. Depois que vc já foi pego pela armadilha, é mais fácil se abraçar a ela pra não correr novos riscos. Nunca fui pega pelo pessoal dos milhos, mas os das rosas eram insuportaveis “uma rosa de graça pra vc pq é moça bonita” “5 euros, 5 euros, 5 euros”. Furada total!

  • Rodolfo

    Excelente texto. Obrigado por compartilhar suas experiências.

  • Tamara Iacopini

    Em Milão passei pela mesma coisa como ticket. Achei que tinha validado, mas não tinha. Foram embora 53 euros.

    Em Roma, na frente da Fontana di Trevi, eu e meu marido estávamos tentando tirar uma selfie. Um rapaz muito simpático se ofereceu para tirar a foto com o meu celular, fiquei meio ressabiada. Mas ele me entregou o celular dele e a mochila dele.
    Ok, deixamos ele tirar a foto com o meu celular. Mas em seguida, tirou outra foto nossa com uma polaroid que tinha pendurada no pescoço. A foto saiu pronta, me devolveu meu celular e entregou a foto, me cobrando 10 euros.
    Tentei devolver a foto e ele não aceitava, mas não chegou a ser mal educado. Continuou insistindo e pediu 5 euros dessa vez. Meu marido acabou cedendo, e até que a foto não ficou ruim.
    Depois ficamos mais algum tempo no local, e observamos que haviam vários homens fazendo isso com casais.

    Em Florença é um esquema parecido, só que com rosas. Entregam a rosa para a mulher e cobram do homem. Mas estes não são muito insistentes.

    E uma dica para quem for viajar para Itália ou França no inverno. Explorem as freirinha locais, principalmente para comprar roupas.
    Chegamos primeiro em Milão e fomos direto para a Decathlon, para comprar roupas de inverno. Que são realmente mais baratas.
    Mas, ao sair nas cidades percebemos que nossas roupas eram adequadas para o inverno, mas que ninguém usava (eram roupas de snowboard, dentre outros esportes de inverno). Ou seja, a estampa de turistas estava por todo o nosso ser.
    Quando chegamos em Florença, descobrimos o Mercato de cacine, que fica perto do rio, e que tem vaaaaaaarias roupas, novas e usadas, à venda. Compramos casacos de couro por 15 euros, calças por 5, blusas por 5, e por aí vai. E por incrível que pareça, as usadas pareciam de melhor qualidade que as novas. Estas últimas, todas made in China.
    Depois dessa descoberta, ao visitar outras cidades, sempre íamos atrás desses mercados. Que além das roupas, encontramos itens de perfumaria, utilidades domésticas, várias bugigangas, e muuuita comida boa.
    Então, vale a pena explorar estes mercados das cidades, e não se desesperar para comprar todas as roupas da viagem na primeira loja da decathlon que ver na frente.