Santiago além do óbvio

Santiago pode até ser aquele lugar que a gente não se apaixona à primeira vista, mas uma cidade que quanto mais a gente conhece suas sutilezas, mais a gente se encanta. Digo isto porque muitas pessoas caem no erro de colocar pouquíssimos dias dedicados para desfrutar a capital chilena (como fiz na primeira vez quando fui pro Chile) e acabam focando em atrações nos arredores da cidade como Valparaíso (linda), Viña Del Mar (não curti), Vale Nevado (legal, mas exageradamente caro para padrões mochileiros e super “turisticado”, com um quê artificial pra quem busca cultura chilena, mas excelente pra quem curte neve e seus esportes derivados) e vinícolas (claro, também caras).

Ledo engano de quem acha que conheceu Santiago passando dois dias na cidade e fazendo o trio tradicional “Palácio de la Moneda-Plaza de Armas-Cerro Santa Lucía”. Santiago apresenta belezas naturais e intervenções urbanas que vão desde seus interessantíssimos parques e museus até a estética criativa do grafite de suas ruas. Aqui vão algumas dicas de Santiago que vão além do óbvio e que você pode curtir se quiser programações mais locais e menos montadas para turistas:

La Piojera

Cuidado! Não é todo mundo que vai curtir La Piojera. Para ser mais exata, muitas pessoas podem achar “o pior lugar do mundo”. Eu achei fantástico e recomendo! Aglomeração de gente, botecos “pé sujo”, pessoas falando alto sobre diferentes assuntos muito próximas umas das outras – embora La Piojera seja uma região de boemia próxima ao Mercado Central e muito conhecida na cidade, não vi muitos turistas, sendo mais frequentada por moradores locais. (Para quem é de Juiz de Fora seria uma espécie de Krismara chilena). Como eu queria conhecer bares locais, com música local, moradores e me sentir em um ambiente espontâneo e original, gostei muito de passar uma noite bebendo Terremoto em La Piojera. Terremoto é de fato a bebida tradicional do lugar e é o que quase todo mundo toma: é feito com sorvete de abacaxi, fermento, vinho tinto e mais alguma coisa que eu esqueci.

Quinta Normal

Este é um parque que certamente não estará em um roteiro corrido para Santiago, mas que é um ótimo lugar para conhecer e atende todos os tipos de aspirações e inspirações: tanto para quem quer curtir a natureza e o “temperado” clima chileno quanto para quem quer visitar os ótimos museus do parque (História Natural, Ferroviário e de Ciências e Tecnologia). Esse local é muito acessível, pois possui um ponto de metrô em suas proximidades com o nome de “Quinta Normal”. O parque tem espaços para práticas esportivas, pedalinhos e para picnic. Enfim, passar uma tarde neste parque é uma ótima pedida que engloba diferentes atrações, agrada a diversos perfis viajantes e merece meio turno ou um dia inteiro só para ele.

Museu da Memória e dos Direitos Humanos

A temática de memória violenta da Ditadura Militar Chilena é abordada nesse excelente museu interativo e moderno. A tragédia e o massacre cometido aos direitos humanos é retratada nesse museu desconfortável, mas necessário e com expografia muito bem articulada. O projeto arquitetônico na parte externa não remete diretamente a um museu de Direitos Humanos e desperta curiosidade. Caso tenha interesse pela temática, não reserve menos que 2 horas inteiras para visitar o espaço, que é enorme e possui um enorme acervo de documentários e entrevistas. O museu está aberto de terça a domingo entre 10h e 18h.

O museu aborda a questão da memória das vítimas da ditadura chilena

O museu aborda a questão da memória das vítimas da ditadura chilena. Créditos: Tim Adams / Fonte: Flickr

Bairro Yungay de Santiago

Sabe aquele lugar que você descobre sem ler em nenhum guia, se apaixona completamente e depois indaga: como ninguém mencionou esse lugar? É exatamente assim que sinto quando penso no bairro Yungay em Santiago: um fantástico bairro cercado de charmosos cafés, restaurantes, livrarias e antiquários – tudo misturado aos grafites interessantes que fazem do próprio espaço urbano desse bairro aconchegante uma galeria de arte. Este se tornou meu bairro favorito em Santiago e olha que ele não apareceu em nenhum guia ou site de viagens na internet dentre os que eu vi. Ele fica nas proximidades do parque Quinta Normal e do Museu dos Direitos Humanos.

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Um “restaurante / café / teatro / antiquário / galeria de arte / loja de móveis rústicos” incrível de três andares com decoração de cair o queixo que eu recomendo a visita é o Espacio Gargola, mesmo que seja só para entrar, tomar uma água e ir embora. Se você curte arte e decoração, tenho certeza de que não irá se arrepender.

Bairro París-Londres

O nome do bairro nem precisa de apresentações: sim! É um bairro estilo europeu em plena Santiago. As ruas Paris e Londres ajudam a comprar o imaginário arquitetônico e os ares da Europa. Os restaurantes, os albergues nas ruas, os hotéis e as lojas compõem em pleno conjunto e diálogo o tom e a estética muito comum dessas cidades europeias. O espaço é bem pequeno (cerca de apenas um quarteirão). Ficou um pouco escondidinho, mas é bem central. Charmoso e em menos de 30 minutos é possível conhecer toda a região. Vale a pena uma esticadinha nessa híbrida Europa chilena.

Compras em Santiago

A Eloah do blog Marola com Carambola reuniu em um único post vários nomes de lojas e outlets para você comprar sem gastar muito em Santiago. Vale a pena ler!

Tá pensando que acabou? Ainda não! A Katarina Holanda do Outro Blog publicou um artigo sobre seu voo pela LAN com destino ao Atacama que fazia conexão em Santiago. O post tá muito bacana e é um grande complemento às suas leituras! Ela fala sobre como foi a viagem, o voo e a conexão na capital chilena. Recomendamos!

Créditos da imagem de capa: Jose Antonio Carrasco / Fonte: Flickr

De malas prontas para Santiago?

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Do Brasil, o voo mais barato para Santiago sai de São Paulo no dia 25/03/17 e custa R$615,58 (clique aqui para ver todas as datas disponíveis). Confira também outras opções de voo para Santiago.

Com base em cotações atualizadas do Yahoo Finance a cada duas horas, a proporção entre o peso chileno e o real é de 1 CLP para 0,0047 BRL. Você pode simular o valor que deseja converter com os preços das casas de câmbio clicando aqui.

Sobre Lívia Machado

Jornalista por formação, Livinha Machado adotou desde 2011 a filosofia mochileira. Já morou na China e Alemanha e conhece mais de 20 países. Atualmente mora no Rio de Janeiro (uma de suas cidades favoritas), trabalha em uma produtora cultural, estuda para doutorado e planeja sua próxima viagem para o sudeste asiático.
  • Ana Patrícia Guimarães

    adorei suas dicas Livia! algumas delas ja estavam no meu roteiro, inclusive La Piojera e os terremotos. hahah.
    Isabella Soares que me falou do blog. Estamos indo juntas pro Chile em agosto. E também vou pra Asia no fim do ano. Se quiser compartilhar as ideias sobre a Tai, vou adorar =)

  • Gisele Rocha

    Ei, Ana Patrícia!
    Aqui no blog já escrevemos alguns artigos sobre o sudeste asiático. Se quiser ler sobre a Tailândia especificamente, dê uma olhadinha aqui: viajeibonito.com.br/tag/tailandia/ 😉

  • Ana Patrícia Guimarães

    Estou lendo Gisele!! Hahaha
    E adorei a história da sak yant. Confesso q fiquei tentada! 😉