Vale a pena tomar a pílula anti-malária?

Uma das principais dúvidas dos viajantes que decidem visitar países tropicais é sobre a necessidade ou não de tomar a pílula anti-malária. Há poucos artigos na internet a respeito e as opiniões em fóruns de discussão são muito controversas. Foi esse cenário que encontramos quando planejamos nossa viagem para o Amazonas, um dos estados considerados como zona de risco da malária no Brasil (assim como todos os estados do Norte, o Mato Grosso e o Maranhão).

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, desde que infectada pelo parasita Plasmodium. Se não tratada a tempo e corretamente, a malária pode evoluir até o óbito. Ninguém quer levar de presente para casa uma doença após uma viagem de férias. Então, vale a pena tomar a pílula anti-malária?

Informe-se sobre casos de malária antes de viajar

Informe-se sobre casos de malária antes de viajar. Créditos: CreativesolutionisT / Fonte: Pixabay

Existem diversos tipos dessa medicação. Malarone, cloroquina e mefloquina são apenas algumas variações da pílula anti-malária, que normalmente deve ser tomada antes, durante e depois da exposição aos riscos. A complicação começa por aí. Existem quatro espécies de plasmódios capazes de causar a doença em humanos e cada medicação profilática atua de uma forma. Além disso, mesmo com o uso da medicação, a pílula anti-malária não é uma vacina e não garante 100% a proteção. Os efeitos colaterais variam da depressão à pesadelos recorrentes, insônia e dores estomacais.

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Dito tudo isso, a nossa decisão foi por não tomar a pílula anti-malária na nossa viagem pelo Amazonas. No Brasil, existe uma rede bem preparada para diagnosticar e tratar a doença. Além disso, ficaríamos poucos dias expostos aos riscos e, nas áreas banhadas pelo Rio Negro, a presença de insetos é muito reduzida por conta da acidez da água (falamos sobre isso no artigo sobre o encontro das águas). Então, os riscos de contrair doenças como malária, dengue e zika eram mínimas. Não valeria a pena, para nós, correr os riscos de sentir os pesados efeitos colaterais.

Isso não quer dizer que você não deva tomar. Se prefere se precaver e ingerir os medicamentos profiláticos, é mais prudente realizar uma pesquisa sobre o tipo mais comum de plasmódio na região que pretende visitar e consultar um médico infectologista.

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Como evitar a malária sem pílula?

Uso de repelente é indispensável durante uma viagem à Amazônia

Uso de repelente é indispensável durante uma viagem à Amazônia. Créditos: Maridav / Fonte: Shutterstock

Então você decidiu não tomar a pílula anti-malária. Nem por isso precisa ir para as áreas de risco sem tomar nenhum tipo de cuidado. Algumas dicas podem ajudar a evitar a picadinha do mosquito transmissor contaminado e a gente está aqui para deixar tudo mastigadinho para você:

  • Abuse do repelente, aplicando inclusive nas roupas. Para serem realmente eficazes, eles precisam ter dietiltoluamida (DEET) ou icaridina na composição.
  • Não abra mão das calças e camisas de manga longa, principalmente no período crepuscular (amanhecer e anoitecer). Embora faça muito calor nas regiões tropicais, existem desses modelos no mercado fabricados com tecidos frescos.
  • Se possível, escolha uma acomodação que possua telas nas portas e janelas e ofereça mosqueteiro para as camas.
  • Não use perfume e prefira cosméticos sem cheiro. O odor adocicado pode atrair ao invés de repelir os mosquitos.

Sintomas da malária

Fique atento! Os sintomas da malária são semelhantes ao de uma forte gripe. Ao menor sinal de febre, dores pelo corpo e de cabeça, calafrios e mal-estar, até duas semanas após ter estado em áreas de risco, corra para o médico! Malária é uma enfermidade grave, mas tem cura.

Créditos da imagem de capa: CreativesolutionisT / Fonte: Pixabay

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