Por que gostamos tanto de trabalhar?

Desde quando nos conhecemos por gente, nos primeiros anos após o nascimento, ouvimos que se não estudarmos seremos ninguém na vida. No começo isso não faz muito sentido, pelo menos para a grande maioria das crianças, e pode demorar muito tempo até compreender o que os mais velhos tanto falam. A compreensão pode vir de forma agradável, quando estamos empregados, ou em forma de arrependimento. Não importa, a sociedade já nos convenceu a essa altura.

Enquanto crescíamos, víamos nossos pais se matando de tanto trabalhar, mas nada daquilo parecia ter algum propósito. Não tínhamos a noção da importância do dinheiro, então simplesmente aceitávamos a situação. Pode ser que em algum momento do qual não lembramos, perguntamos a eles por que isso é necessário, mas dificilmente as memórias dessa conversa ficaram bem armazenadas.

Uma coisa é certa: você aprendeu que tem que ser assim.

Dizem que as crianças têm uma percepção incrível com relação a seus pais ou seus responsáveis e sentimentos dos quais não são explícitos acabam passando para elas. E então, ano após ano, vamos aprendendo que sem um emprego que pague bem e que também seja estável, estaremos correndo perigo constante. Não sabemos ao certo por quê estamos preocupados com desemprego, mas vamos nos desesperando com essa possibilidade.

E isso é culpa dos pais? Claro que não. Isso é algo que vem passando de geração a geração, tomando novas caras e alimentando a competitividade na sociedade. Estamos nos tornando cada vez mais agressivos no mercado de trabalho, e as empresas nada mais são do que o reflexo disso. Elas nascem e antes mesmo de dar o primeiro suspiro estão em busca de investimentos, aceleradoras e qualquer coisa que as impulsionem para entrar nessa corrida maluca que começamos a correr sem perceber. E sobra para quem? Para todo mundo, na verdade.

Toda essa engrenagem que move a sociedade – nesse movimento intenso e inconsequente – obviamente precisa de combustível. Mas como exigir das pessoas que elas comprem essa briga quando na verdade elas vivenciaram a alegria pura quando crianças e sabem que aquilo sim é bom? Qual é a motivação que as fazem embarcar em longos anos de labuta até a aposentadoria, quando estarão cansadas demais para viver intensamente? Eu diria que essa “motivação” é o medo: medo de passar fome, medo de decepcionar a família, medo do julgamento das pessoas às quais estimamos.

Quando paramos para pensar, o mercado de trabalho é um sistema muito bem estruturado. Estruturação essa fixada, na grande maioria das vezes, no medo de um dia virar mendigo. Mas não existe um vilão sentado em sua cadeira no alto de uma montanha rindo de todos nós e moldando a sociedade como ela é. Na verdade, nós mesmos é que somos os vilões.

Muitas pessoas gostam do que fazem e são felizes em seus trabalhos. Isso é admirável. Já muitas pessoas gostam do que fazem, mas não da forma como as coisas são feitas onde trabalham e queriam poder fazer do seu jeito, têm medo e preferem continuar como estão. Há pessoas, que trabalham infelizes porque precisam daquele suado salário, que raramente é suficiente. Há também quem trabalha muito, tem muito dinheiro, vários bens, a vida mais estável do mundo, mas sente que ainda falta alguma coisa, e muitas vezes nos pegamos admirando essas pessoas achando que suas vidas são a perfeição.

Quer um exemplo? Pegue um jogador de futebol famoso, que ganha uma fortuna por mês, talvez até mais do que você ganharia numa vida inteira e coloque-se em seu lugar por alguns minutos. Você já imaginou um emprego onde há dezenas de milhares de chefes lhe pressionando em seu redor num dia de jogo? Atacando a sede de seu clube quando o time não vai bem. Ou então você quebrando a perna e nunca mais recuperando suas habilidades, indo parar em times pequenos e depois se aposentando sem ter administrado bem o dinheiro porque estava ocupado demais com a fama e não teve uma pessoa de confiança que cuidou bem disso? Acredite, praticamente todo mundo tem motivo para ter medo, alguns mais, outros menos, mas ele existe.

E sem perceber, sem ter contato com esse medo, sem entende-lo, sem encará-lo, continuamos caminhando todos os dias para nossos escritórios arrastando os sapatos no chão. Alguns têm o privilégio de encarar a mudança, enfrentar o medo que lhes foi plantado desde cedo e que está nas camadas mais profundas do subconsciente. Esses sim são ricos de verdade. Os que levam uma vida feliz e terminam o dia felizes sem recorrer ao consumismo ou qualquer outro entorpecente para sentir um pouco de prazer são os verdadeiros milionários. Os que amam seu trabalho e o fazem dele uma verdadeira meditação são privilegiados.

Já que trabalhar é necessário, afinal de contas um mínimo de dinheiro é imprescindível para sobreviver, podemos sim ganhar a vida sem sofrimento. A mudança começa quando tomamos uma visão crítica de nós mesmos: Estou fazendo o que gosto? Estou feliz com meu trabalho? Mas é para responder com sinceridade. Não pense se você está ganhando bem, se está investindo numa boa aposentadoria ou adquirindo cada vez mais bens, isso não é felicidade, mas responda se você está satisfeito, se você fecha os olhos para dormir com um sorriso no rosto e acorda empolgado para o dia que está por vir como era quando criança, porque sim, é possível viver assim.

Respondendo a esses questionamentos, você começa a fazer contato com tudo que aprendeu desde cedo e a partir daí o medo que a sociedade cultiva em você vai se tornando palpável. Um mundo de possibilidades começa a surgir. A criatividade começa a aflorar e é questão de tempo até você começar a dar os primeiros passos rumo a um ganha-pão que lhe traga muito mais do que dinheiro, mas felicidade.

É possível sim acordar às segundas-feiras com entusiasmo, e é com esse entusiasmo que iniciamos mais uma semana no Viajei Bonito. Aproveite seu dia, aproveite sua semana, porque elas são únicas e jamais haverá outras iguais.

Até o próximo artigo sobre emprego, trabalho e nomadismo digital.

Por que gostamos tanto de trabalhar?

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Adriano Castro

Formado em Ciência da Computação pela UFJF, trabalhou durante 10 anos como analista de sistemas até chutar o balde e tocar a vida como freelancer, carregando seus projetos para onde quer que vá.

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