Projeto Jiboia, em Bonito: perdendo o medo de cobras em 2 horas

O Projeto Jiboia foi uma das várias atrações das quais participamos durante nossa viagem a Bonito, mas com uma peculiaridade em relação às demais: não precisamos sair da cidade. A sede fica na Rua Nestor Fernandes, bem próximo ao Centro. Dependendo de onde você estiver se hospedando, é possível ir a pé.

Outra particularidade do Projeto Jiboia é que ele não é um passeio contemplativo ou de experiência, mas uma atividade educativa. Neste post contaremos um pouco sua história e algumas razões pelas quais ele não pode ficar de fora do seu roteiro em Bonito. Confira!

Onde se hospedar em Bonito

Antes passarmos as informações sobre o Projeto Jiboia, recomendamos que você veja a nossa planilha de quanto custa viajar para Bonito e o nosso guia de hospedagem, com pousadas para todos os gostos e bolsos. Algumas das nossas favoritas são:

Como surgiu o Projeto Jiboia

Como mencionamos acima, esse é um projeto educativo. E antes que você nos pergunte: “Ah! Mas tenho que assistir à palestra? Eu só queria tirar uma foto com a cobra!”, precisamos te dizer que nunca tivemos uma aula tão interessante e engraçada. É quase um stand-up comedy, no qual o fundador conta a história da instituição com altas cargas de humor ácido e piadas autodepreciativas. Falando assim parece ruim, mas a gente tem certeza de que você vai gostar! 

Pois bem, a palestra começa com Henrique Naufal narrando o seu primeiro contato com uma serpente. Foi em 1983, quando ele tinha 17 anos, durante um intercâmbio na Austrália. Ele conta que viu um homem andando com uma píton no pescoço, ficou impressionado e foi lá trocar uma ideia. Mal sabia que aquele encontro mudaria sua vida para sempre! Foi ali que ele recebeu os primeiros ensinamentos sobre as cobras e quebrou aquele paradigma de que esses são animais maléficos que ficam à espreita esperando a hora de atacar seres humanos desprevenidos.

Henrique Naufal, fundador do Projeto Jiboia
Henrique Naufal, fundador do Projeto Jiboia. Créditos: Gisele Rocha

Após 11 meses vivendo do outro lado do mundo, Henrique voltou ao Brasil decidido a ter suas próprias serpentes. A primeira ele comprou de um índio da Amazônia. Décadas depois ele, que é paulista, se mudou para o Mato Grosso do Sul e sentiu a importância de desempenhar um trabalho voltado para a preservação das serpentes devido à matança desenfreada do animal na região.

Em 2005, ano em que o Projeto foi criado, ele já tinha doze jiboias e uma piton vinda da Birmânia. Todas com microchip de identificação e autorização do Ibama, é claro.

Por que participar do Projeto Jiboia?

O propósito do Projeto Jiboia é evitar a matança indiscriminada das serpentes através da conscientização de que esses não são seres agressivos e de que possuem papel importante na cadeia alimentar de aves e mamíferos, além de servirem como predadores de roedores, participando do controle populacional desses animais que podem destruir plantações e transmitir doenças. 

Durante a apresentação do Henrique ele fala de forma didática e divertida sobre comportamentos das serpentes, hábitos alimentares, vida reprodutiva, habitat natural e mecanismos de defesa.

Vale ressaltar que o Projeto Jiboia não é uma ONG e não recebe nenhuma forma de colaboração financeira por parte do governo. É um trabalho de iniciativa privada com o objetivo de promover a educação ambiental, como descrito no site oficial.

“O projeto Jibóia tem como objetivo principal desmistificar as serpentes através da informação e do contato, fazer com que as pessoas passem a respeitar este animal como uma parte importante do equilíbrio no ecossistema”.

Afinal de contas, elas são perigosas?

Logo de cara, o palestrante desmistifica vários (pre)conceitos que temos em relação a esses animais. A aversão do homem em relação às cobras se dá, na maioria das vezes, por razões culturais e religiosas.

Sabe o que as serpentes sentem por nós? Medo! Para elas, nós somos seus predadores e por isso elas fogem ao perceberem a nossa presença. 

Vale destacar uma informação interessante dita na palestra: em Bonito nunca houve casos de turistas picados por cobras peçonhentas, até porque as espécies com hábitos aquáticos encontradas no Brasil não são venenosas, mas se esse cenário mudar não há com o que se preocupar, visto que os hospitais da região estão preparados. Por via das dúvidas, não abra mão do seguro viagem.

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Como proceder caso encontre uma serpente ou seja picado por ela?

Nos momentos finais da palestra, Henrique nos deu boas lições sobre como devemos reagir caso uma cobra peçonhenta se sinta ameaçada e nos dê o bote. Para começar, não devemos andar fora das trilhas em matas e, caso nos depararmos com uma cobra, devemos nos afastar cuidadosamente para que ela não se assuste. Nunca devemos matá-la, apenas deixar com que ela siga o seu caminho e cumpra o seu papel na natureza. 

  • No mais, grave estas recomendações e leve para a sua vida, já que em Bonito você não precisará aplicá-las:
  • O atendimento médico deve acontecer em até duas horas após o ocorrido;
  • Não há necessidade alguma de matar a cobra para mostrar ao médico, se possível, tire uma foto, mas não perca muito tempo nem faça esforço para isso;
  • Tentar chupar o sangue na picada não vai ajudar em nada;
  • Não faça torniquete nem garrote, pois a alta concentração de veneno no membro afetado pode fazer com que ele gangrene;
  • Jamais aplique soluções caseiras sobre a picada (fumo, folhas, álcool, urina, café), pois isso poderá causar infecção no local e irritar ainda mais o ferimento;
  • Procure manter a calma, pois quanto mais nervoso e agitado ficar, mais rápido o sangue circulará e acelerará o efeito do veneno. O ideal é que quem foi picado se mantenha em repouso e seja transportado por uma maca, sem fazer qualquer esforço físico.

Na verdade, a ideia não é que você saia do Projeto Jiboia como um adestrador ou como alguém com a capacidade de pegar qualquer cobra no meio do mato. A apresentação deixa claro que devemos respeitá-las e jamais fazer com que elas se sintam ameaçadas.

📸 Antes de continuar a leitura, que tal ver as fotos dessa viagem no nosso Instagram?

A hora das fotos com as jiboias

Após a apresentação, todos os participantes são convidados a tirar uma foto com a jiboia “apresentadora”. Nessa hora você coloca em prática tudo que aprendeu durante a palestra. E é incrível como a cabeça de várias pessoas na platéia mudou desde o início até o fim do evento. 

Segundo o palestrante, depois de alguns meses tendo contato com humanos, as serpentes passam a entender que não há ameaça alguma e passam a ignorá-los. Com esse avanço, se torna perfeitamente seguro colocá-las nos braços e ombros. Para elas você não passa de uma árvore. Mas só faça isso na presença de um entendedor!

E para quem pensa que as cobras são gosmenta, geladas e fedorentas, o que temos a dizer é que vocês estão equivocados! No mais, ela se arrastando pelos nossos ombros faz até uma massagenzinha gostosa.

Informações úteis

A palestra do Projeto Jiboia começa pontualmente às 19h, mas chegando um pouco mais cedo é possível observar as várias cobras nos viveiros construídos dentro das instalações onde acontece a apresentação.

Horário de funcionamento: todos os dias, das 19h às 21h.
Endereço: Rua Nestro Fernandes, 610
Ingressos: R$ 50 por pessoa (compre com antecedência aqui)

Leia mais sobre nossa viagem por Bonito e pelo Pantanal

Projeto Jiboia, em Bonito: perdendo o medo de cobras em 2 horas

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Somos duas pessoas apaixonadas por movimento. Para nós, cair na estrada é mais importante do que um projeto futuro de estabilidade e quaisquer oportunidades de novas viagens, por mais remotas e loucas que pareçam ser, a gente tá pegando!

2 pensou em “Projeto Jiboia, em Bonito: perdendo o medo de cobras em 2 horas

  1. Gostei muito do seu texto e gostaria de ver as jiboias de perto. Sabe me dizer se posso ir para tirar fotos com elas fora do horário da palestra?

    1. Oi, Fernanda.
      O Projeto Jiboia tem o objetivo de informar sobre a vida e os hábitos das serpentes, a foto não é o foco.
      Creio que os animais não estejam disponíveis para ensaios fotográficos, pois nem todos estão acostumados com o contato humano. O melhor a se fazer é entrar em contato com o idealizador do projeto e perguntar diretamente pra ele.

      Abraços e boa viagem!

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