Viajo para o Japão ou para a cidade vizinha?

Provavelmente você nunca teve que se perguntar isso. Num cenário imaginário onde dinheiro e tempo não são fatores decisivos, eu diria que 99% das pessoas responderia Japão, ou qualquer outro país que estivesse em questão, talvez 99,99%, não importa. Se eu ganhasse uma viagem com tudo pago para qualquer canto do mundo e pudesse escolher, dificilmente escolheria uma cidade próxima à minha, e quanto a você?

Bom, é o que eu pensava até imaginar se – sabe-se lá a circunstância – eu tivesse que tomar essa decisão agora.

E o que acontece quando medito sobre essa possibilidade?

Quando paro para pensar no motivo pelo qual eu optaria pelo Japão e não por dar um rolê de carro aqui por perto, várias questões surgem, refletindo com cuidado e com muita atenção. Seria porque o Japão é mais moderno? Seria porque lá eles falam japonês? Seria porque lá existem coisas novas e muito diferentes daqui? Pronto, estou chegando a uma conclusão: coisas novas me interessam.

E quando falo que coisas novas me interessam sei que muita gente também compartilha desse sentimento, talvez até mesmo você.

Poderia simplesmente viver com isso e carregar o mesmo discurso: eu viajo porque lá fora tenho contato com coisas novas, coisas interessantes, coisas diferentes e assim consigo fugir da rotina. De repente várias outras conclusões vão aflorando. Por que as coisas diferentes são interessantes?

Por que o novo é interessante?

Por vários motivos, obviamente, mas de tudo que surge, vejo que com o novo fugimos da rotina e temos a atenção atraída quase que exclusivamente para ele. Ah! Aí está um ponto interessante: prestamos muita atenção no novo. Em um mundo cada vez mais corrido e que nos mantém concentrados em vários dispositivos eletrônicos simultaneamente, executando duas, três, quatro tarefas em paralelo, ter a atenção travada em apenas uma coisa é quase que uma terapia. E nosso corpo reage a isso, acredito eu. Quando me vejo focado em apenas uma única coisa me sinto confortável e relaxado.

Será então que o novo me é atraente por manter minha atenção focada em apenas um assunto? Olha, parece fazer sentido. Assim como um computador novo é um gás para quem já está cansado de trabalhar com uma máquina velha ou um carro novo é capaz de fazer um sedentário pegar a estrada no primeiro final de semana depois da troca, uma viagem tem o poder de nos manter focados.

Mas o novo pode ser uma cilada, Bino…

Quando essas reflexões começaram a fazer sentido para mim, pude perceber no quão traiçoeiro é achar que estar constantemente viajando poderá trazer o bem-estar eterno. Ora, se o que me interessa é o novo, o diferente e tudo que não é rotineiro, então minha felicidade inevitavelmente terá uma data de validade: pode chegar uma hora que não há mais tanta coisa nova para conhecer. E essa sim foi uma lição valiosa tirada ao longo de algumas boas viagens.

A melhor forma de escapar dessa cilada, é refletir ainda mais sobre várias dessas conclusões que também podem ter algum sentido para você. Devo continuar procurando o novo ou prestar mais atenção no que está ao meu redor?

Por fim, Japão ou a cidade vizinha?

Eu diria que a resposta dessa pergunta não importa, o que importa é o estado de espírito que você estará levando em sua viagem. Seu coração estará aberto a cada segundo, disposto a observar os momentos, sejam eles do outro lado do mundo, sejam eles visíveis da janela de seu quarto?

As coisas tendem a ser bonitas quando estamos com a mente aberta e relaxada, pronta a enxergar o que está a nossa frente, independentemente de ser algo jamais visto ou então algo que vemos todos os dias. É necessário, entretanto, pensar um pouco mais no motivo pelo qual as paisagens, construções e outras atrações são mais bonitas no exterior ou longe de casa. Afinal de contas, para quem está vindo de fora, sua casa também é vista com olhos brilhantes.

E para concluir toda essa ideia, dois artigos poderão complementar o que disse nos parágrafos acima:

Bom, espero que essas conclusões tiradas também atinjam você. Quando aprendemos a apreciar as coisas como elas são, qualquer passeio, por menor que seja, se torna uma grande viagem. E é disso que se trata a vida: saber viajar.

Até o próximo artigo.

Viajo para o Japão ou para a cidade vizinha?

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Adriano Castro

Formado em Ciência da Computação pela UFJF, trabalhou durante 10 anos como analista de sistemas até chutar o balde e tocar a vida como freelancer, carregando seus projetos para onde quer que vá.

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