Enquanto o Brasil fervia durante o Carnaval de 2016, o Viajei Bonito fez as malas e juntamente com dois grandes amigos foi para o interior de Minas Gerais, em direção ao mato, mais precisamente na pequena cidade de Aiuruoca.

Nossa opção por um destino fora do circuito carnavalesco foi espetacular: cachoeiras, paz e o clima bucólico dos arredores fazem de Aiuruoca um verdadeiro refúgio para quem enfrenta diariamente o caos das cidades grandes.

Nos próximos parágrafos você conhecerá um pouco mais sobre o pequeno povoado e verá apenas uma amostra dos muitos pontos turísticos naturais que há por lá.

Para ler em seguida

Como chegar até Aiuruoca

Saindo de Juiz de Fora/MG, o rumo é em direção à Lima Duarte, pela BR-267. Quem está acostumado a passar pela BR-040 provavelmente conhece essa saída, localizada à direita no sentido Belo Horizonte – Rio de Janeiro, que conta ainda com um radar de velocidade. E, cá para nós, radar é uma coisa que fica na cabeça, principalmente depois de ser multado.

BR-040, saída para Lima Duarte

BR-040, saída para Lima Duarte. Créditos: Google Street View

A partir daí, são mais 160 km, aproximadamente, pela BR-267 até a saída para Aiuruoca. Não tem muito segredo, como você vê no mapa abaixo.

As montanhas misteriosas

Nos hospedamos em um sítio cuja responsável era, digamos, mística, o que tornou nossa viagem ainda mais interessante. Tivemos uma verdadeira aula sobre as formas das montanhas que se destacavam na paisagem. A que mais nos chamou atenção era a de uma mulher deitada seguida de elefantes.

Montanha que se assemelha a mulher e elefante em Aiuruoca, Minas Gerais

Montanha que se assemelha a mulher e elefante em Aiuruoca, Minas Gerais. Créditos: Viajei Bonito

Se você não identificou, abaixo vai um “esboço” feito com muita “boa vontade” para tentar fazer você enxergar o que enxergamos. Não, não estávamos sob efeito de substâncias alucinógenas, realmente dá para ver alguma coisa ali. Ainda segundo ela, era possível ver uma criança e outros elefantinhos na mesma montanha, mas esses não conseguimos.

Montanha que se assemelha a mulher e elefante em Aiuruoca, Minas Gerais

Montanha que se assemelha a mulher e elefante em Aiuruoca, Minas Gerais. Créditos: Viajei Bonito

Várias outras aparições de pedras em formato de elefantes foram descritas pela dona do espaço que não se importava de gastar horas e horas conversando conosco durante o café da manhã diariamente.

Cachoeiras

Não bastasse toda essa aula, ela ainda fez questão de nos apresentar algumas cachoeiras e nos deu até um mapa de todo o circuito de águas da região. Ele é enorme, e durante os poucos dias que ficamos por lá não conseguimos visitar nem um quarto de tudo.

Mapa das cachoeiras de Aiuruoca

Mapa das cachoeiras de Aiuruoca. Créditos: MMA Ecoturismo Pousada Ajuru

Cachoeira do Tiziu

Nossa primeira visita a esse circuito foi na Cachoeira do Tiziu, que ficava praticamente do lado de nosso sítio. O que nos chamou a atenção foi a quantidade de trechos fundos e sem correnteza forte, ideal para um mergulho tranquilo.

Cachoeira do Tiziu, em Aiuruoca, Minas Gerais

Cachoeira do Tiziu, em Aiuruoca, Minas Gerais. Créditos: Gisele Rocha

O lugar era tão tranquilo, que nossos novos companheiros Nico e Mixuruca quase arriscaram um mergulho, mas ouviram falar que começaríamos a preparar o almoço, então desistiram. A propósito, a julgar pela foto abaixo não precisamos nem falar quem é quem, não é verdade?

Nico e Mixuruca na Cachoeira do Tiziu, em Aiuruoca, Minas Gerais

Nico e Mixuruca na Cachoeira do Tiziu, em Aiuruoca, Minas Gerais. Créditos: Gisele Rocha

Cachoeira dos Garcias

A estrada que leva até a Cachoeira dos Garcia é um espetáculo à parte. Durante alguns trechos, você encontra verdadeiros mirantes naturais com vistas de tirar o fôlego. A beleza era tanta que nos fez desligar o carro por alguns minutos apenas para passar um tempo ali em meio ao silêncio e as longas distâncias alcançadas pela vista. Para quem trabalha quase que 100% do tempo em frente ao computador, é praticamente uma massagem no globo ocular.

Ainda no caminho, vimos uma das placas mais épicas do sudeste!

Placa na estrada a caminho da Cachoeira dos Garcia, em Aiuruoca, Minas Gerais

Placa na estrada a caminho da Cachoeira dos Garcia, em Aiuruoca, Minas Gerais. Créditos: Gisele Rocha

Aqui vai uma dica importantíssima caso você esteja de carro: a 1,5 km do início do Parque Estadual Serra do Papagaio, você verá alguns carros estacionados e poderá cometer o erro de deixa-lo ali. Aparentemente aquele é o ponto final, mas é possível ir mais além. Encontramos várias pessoas no caminho que estavam exaustas voltando para o carro. Uma delas até nos disse que estava arrependida de não ter arriscado ir mais um pouco. Acontece que é possível estacionar praticamente na boca da entrada que leva até a Cachoeira dos Garcias, poupando você de andar e ser mais saudável.

Após descer a longa estradinha (lembrando a todo momento que teríamos que a subir mais tarde) chegamos até uma camada rasa de água e ficamos assustados: não é possível que todo aquele esforço seria para aquilo. Um constante barulho de cachoeira era ouvido ao longe e fomos guiados por ele. Subimos pela trilha que começava em uma ponte de madeira até uma casa verde no alto do morro, tomada por trepadeiras. A casa fica praticamente na entrada da última trilha que leva até a cachoeira.

Começamos nossa descida sem muita expectativa (uhul, sem expectativas!), e nos surpreendemos com o tamanho da cachoeira e também com a beleza do lugar: um verdadeiro poço para se mergulhar abaixo da grande queda d’água. Por ali ficamos um bom tempo, apreciando, mergulhando e praticamente calados, pois seria tolice querer disputar volume com as águas se chocando com as pedras.

Matutu

O Vale do Matutu é uma região muito próxima da cidade de Aiuruoca, declarado Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela Unesco. No caminho são várias as placas de cachoeiras que fazem você se confundir na hora de escolher uma.

A propósito, se não fosse pela recomendação dos cães Bósnio e Demóstenes, estaríamos rodando em círculos até hoje em indecisão.

Rumamos então para o Poço das Fadas, em uma Área Particular de Proteção Ambiental. E tem fadas lá? Não, mas cachoeira sim, e das boas! Um verdadeiro poção onde você mal consegue ficar na ponta dos dedos, com exceção de Yao Ming, que molharia apenas os calcanhares.

Terminado o passeio pelo poço, fomos até o Portal da Serra – espaço em meio ao verde, repleto de paz, lojinhas de artesanato e até mesmo imagens budistas. Depois de muito sol, mergulhos e trilhas, naquele momento éramos apenas quatro zumbis recuperando as energias para fechar o dia visitando a cidade de Aiuruoca, uma vez que até ali só havíamos dedicado tempo à natureza.

A pequena cidade de Aiuruoca

Terminado o passeio por Matutu, visitamos, enfim, a cidade de Aiuruoca, em nosso último dia pela região. Não há muita coisa por lá, para falar a verdade: uma pracinha de atmosfera bucólica e uma igreja muito charmosa, tanto externamente quanto internamente. Esses elementos são característicos das pequenas cidades do interior de Minas Gerais.

Não há como negar, vai para lá quem busca sossego e contato com a natureza.

Em nosso último dia um café da manhã caprichado e uma despedida calorosa tanto com a dona e alguns moradores, quanto com os animais que passaram esses dias colados em nossas pernas em busca de comida e carinho. Um carnaval para ficar na memória!

Despedida de Aiuruoca, Minas Gerais

Despedida de Aiuruoca, Minas Gerais. Créditos: Viajei Bonito

E pra encerrar, aqui vai um vídeo compilado com um pouco do que vimos por lá. Que tal pensar em conhecer esse pequeno município mineiro num próximo feriado?

Prepare-se para sua viagem

Em Aiuruoca, nossa sugestão de hospedagem é a Pousada Dudu (92, diárias a partir de R$200,00). Aprenda a reservar um hotel pela internet aqui. Você pode procurar outros hotéis através do Booking, casas e quartos no Airbnb ou então se sua preferência é por albergues, acesse o Hostelworld.

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Viajei Bonito

Somos duas pessoas apaixonadas por movimento. Para nós, cair na estrada é mais importante do que um projeto futuro de estabilidade e quaisquer oportunidades de novas viagens, por mais remotas e loucas que pareçam ser, a gente tá pegando!

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Créditos da imagem de capa: Adriano Castro

11 comentários em “Aiuruoca: cachoeiras, paisagens e muita natureza em Minas Gerais”

        1. Olá tudo bem ? Por acaso tem contato de guia que faz o Pico do Papagaio?
          Estou me programando pra ir no carnaval e tenho lido a dica de vcs pra não perder nenhuma atração local .
          Abraços Juliana

  1. Caramba descobri essa page aqui na net, e finalmente era tudo que eu procurava, triste saber que tem muitas pessoas q so sabem viajar para os Eua sendo que temos maravilhas embaixo do nosso nariz !! Eu pretendo cair na estrada mesmo, pois e o que realmente acrescenta experiência em nossa vida. Adriano voce trabalha com algo ? Ou fez faculdade? Como vc “banca” as viagens? Vai na aventura mesmo ?! So quero me basear para ter uma ideia ! Obrigado mesmo !!! Bela materia !

    1. Olá William! Obrigado pelo feedback! Espero que continue seguindo o viajeibonito. Nesse exato momento estamos nos EUA, hehehe, mas somos viciados em viagens pelo Brasil também. Atualmente sou freelancer de uma empresa no Brasil e outra nos EUA, mas nada formal… fiz faculdade de Ciência da Computação e a Gisele fez Comunicação Social. Com relação a bancar as viagens, hoje nosso blog banca praticamente todas as despesas… de resto continuamos com nossos freelances e, obviamente, vamos na aventura, porque sem aventura não tem graça! =)

  2. Oi gente! Tudo joia? Meio atrasada a pergunta, mas tava querendo ir pra Aiuruoca no feriado do dia 15 de novembro, e fiquei desejando essa pousada onde vcs ficaram! Vcs teriam o contato ainda?
    Aliás, adorei o vídeo! A musiquinha de fundo super combinou com as imagens 🙂

    1. Mizaela, as estradas não são muito boas, mas é possível fazer com carro comum sim. Nós fizemos, só é necessário ter um pouco de paciência para andar bem devagar.

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