Amanheceu frio em Catas Altas, Minas Gerais. Tomamos o café da manhã reforçado e subimos para a igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ponto de partida do segundo dia da viagem (clique aqui para ler o primeiro). Compramos água, nos reabastecemos e partimos. Saí bastante feliz por pedalar, agora, em estrada de terra.

O início da estrada é bem tranquilo, alternando subidas e descidas pouco acentuadas. A primeira surpresa foi o Bicame de Pedra, um aqueduto construído em 1792 para abastecer a cidade e a mineração aurífera. Imponente, torna-se parada obrigatória para qualquer visitante da região. Encontramos com dois ciclistas da região apreciando o local. Eles contaram sobre as tradições das noivas que, vez ou outra, fotografam no Bicame.

Bicame de pedra impressiona já na saída de Catas Altas

Bicame de pedra impressiona já na saída de Catas Altas. Créditos: Rafael Barletta

Decidimos, no dia anterior, não passar em Santa Bárbara/MG – pois a estrada “dá uma volta” do nosso objetivo principal, que era seguir pelo Norte. Como na última viagem de bike pela estrada real, em 2014 (leia mais aqui), não levamos mapas, nem GPS. Nos guiamos apenas pelo marco da Estrada Real, criado pelo Instituto Estrada Real. Eles mostram o caminho a ser seguido a cada nova encruzilhada ou bifurcação. Com o tempo, você pega o jeito com a navegação, mas pequenos erros podem lhe custar longos quilômetros a mais!

Entramos em fazendas, atravessamos pastos, pequenos vilarejos até chegar em… Santa Bárbara! Eram quase meio dia e, já que estávamos ali, resolvemos comer algo para restabelecer a energia e esquecer a frustração. Aproveitamos e fizemos uma rápida passada pelo Memorial Affonso Penna, um belo casarão retratando a vida do ex-presidente. Ali mesmo há um centro de informação ao turista e, ao perguntar à funcionária o sentido da Estrada Real para Barão de Cocais, ela não soube nos ajudar! Ligou para sua superior, mas não adiantou.

Quando saímos do memorial, chegaram dois ciclistas que estavam fazendo o percurso oposto ao nosso e nos deram dicas valiosas para sairmos de lá o mais rápido possível! Já estava mal-humorado por entrar na cidade e mais ainda por não saber para onde seguir. Rumamos para a ponte da linha férrea e seguimos pela beira do trilho até Barão de Cocais. Foi por ali que os outros ciclistas vieram, por não terem encontrado a estrada real.

 

Saída de Santa Bárbara pelos trilhos abandonados

Saída de Santa Bárbara pelos trilhos abandonados. Créditos: Rafael Barletta

O percurso pelos trilhos é cansativo, apesar de plano. Há pedras que dificultam e causam desconforto durante as pedaladas. Ao chegar em Barão de Cocais, resolvemos parar para almoçar pois sabíamos que uma serra nos esperava.

Atravessamos Barão de Cocais sem muita curiosidade. É uma cidade movimentada e buscávamos sossego e tranquilidade.

O início da estrada de terra é por um bairro que já começa a mostrar que, a partir dali, só subida! Enfrentamos quase 5 quilômetros (comparei a quilometragem que existe nos totens) só de subida! Sério. Não é para amadores. Levamos 2h30 no trajeto, intercalando pedaladas e momentos de empurrar a bike. Para complementar, o calor estava pegando pesado com a gente. Encontramos com um nordestino cicloviajante solitário. Estava fazendo o caminho oposto. Trocamos experiências dos percursos já enfrentados e partimos. Parecia ser um bom sujeito…

Finalmente a descida! Soltamos os freios com cuidado pois o cascalho estava solto. Atravessamos alguns riachos, encontramos com mais um cicloviajante e paramos para observar o fim de tarde naquele ambiente lindo e infinito.

Poucos quilômetros para chegar em Cocais

Poucos quilômetros para chegar em Cocais. Créditos: Rafael Barletta

Após percorrer 50 quilômetros, chegamos em Cocais e ficamos impressionados com a arquitetura, os grandes casarões e igrejas. Buscamos rapidamente nos aconchegar na pousada para comer, beber e conhecer aquele simpático vilarejo!

Com o pôr do sol e sua tranquilidade, Cocais se torna parada obrigatória para todo viajante

Com o pôr do sol e sua tranquilidade, Cocais se torna parada obrigatória para todo viajante. Créditos: Rafael Barletta

Prepare-se para sua viagem

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Rafael Barletta

Possui bacharel e licenciatura em Geografia. Leciona para os ensinos médio e fundamental de escolas públicas e particulares. Gasta todo seu salário no mundo duas rodas e em viagens. Não dispensa um feriado.

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Créditos da imagem de capa: Rafael Barletta

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