Era domingo. Percorríamos a Rota 66 em um dia ensolarado, típico do verão nos Estados Unidos. Ao longo do caminho, encontramos muitos lugares abandonados, em franca decadência, mas nada era como Glenrio, uma cidade fantasma na divisa entre o Texas e o Novo México.

Vidros quebrados, entulhos acumulados, vegetação crescendo em frestas do chão e das paredes, letreiros desbotados e placas enferrujadas mostravam a passagem inexorável do tempo. Do que sobrou, só conseguimos reconhecer um posto de gasolina e um motel de beira de estrada, cujo o painel mostra com as poucas letras que sobraram que aquele se trata do “primeiro e último motel no Texas”.

O cenário era de dar medo, às vezes subia um frio na espinha. Ao mesmo tempo, estávamos nos perguntando: por que uma cidade aparentemente estruturada foi abandonada, largada ao deus-dará?

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Glenrio teve seus tempos de glória entre as décadas de 1920 a 1960, quando servia como ponto de apoio para os viajantes que atravessavam a Rota 66 no deserto. A cidade chegou a comportar dois motéis, dois postos de gasolina (que só ficavam na parte texana da cidade porque as taxas do Novo México para o combustível eram e ainda são muito altas), restaurantes, bares, salão de dança e agência dos correios. Restam hoje 16 edifícios em diferentes níveis de preservação.

Mesmo durante seus dias mais prósperos, a população de Glenrio não ultrapassou 30 habitantes. Os primeiros sinais de decadência começaram aparecer após a construção da rodovia interestadual I-40, que faz um desvio fora da cidade. Em 1975, aqueles que residiam em Glenrio começaram a migrar para outras cidades em busca de emprego e aquele que um dia foi um refúgio para os viajantes hoje não passa de uma cidade fantasma no Velho Oeste dos Estados Unidos.

Apesar disso, parecia que os moradores pensavam em voltar, pois tudo estava em seu devido lugar: carros nas garagens, vasos de plantas enfeitando as casas e até algumas cadeiras posicionadas na varanda para um bate papo gostoso no fim da tarde. Só os caça fantasmas podem dizer se os antigos donos ocupam seus lugares na calada da noite.

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Gisele Rocha

Formada em Comunicação Social pela UFJF. Andou meio mundo tentando descobrir o que queria fazer, até descobrir que queria mesmo era andar pelo mundo.

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Créditos da imagem de capa: Gisele Rocha. Imagem utilizada nas redes sociais: Another Casualty / Fonte: Flickr.

2 comentários em “Glenrio: visitando uma cidade fantasma no Velho Oeste”

    1. Ninguém, ninguém, Paulo. Segundo o centro de visitantes do estado do Novo México, a cidade tem hoje 3 habitantes. Não os vi e nem encontrei nenhuma casa habitável ali.
      Se existem mesmo esses moradores, são muito corajosos, né? Hahaha

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