Trabalhar em qualquer lugar do mundo é possível, mas nem sempre é fácil
Carregamos nosso equipamento conosco para onde quer que vamos. Não precisamos de muito para exercer nossas profissões remotamente: laptop, mouse sem fio, fone de ouvido e a certeza de uma conexão WiFi estável são suficientes para que possamos cumprir com nossas obrigações ao longo dos dias em que estamos conhecendo o mundo.
Mas não pense que o ambiente está sempre a nosso favor. Durante nossa última investida de [link tag=”estados-unidos”]6 meses atravessando os Estados Unidos de ponta a ponta[/link], nos hospedamos em casas dos mais diversos tipos pelo [vb_product_link code=”BOOKING”], motéis de beira de estrada, etc. Alguns muito facilmente adaptáveis a nosso estilo de vida e outros onde precisávamos nos esforçar para conseguirmos alocar nosso equipamento.
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A falta de um escritório
Diferente de uma viagem onde o quarto é usado apenas para dormir, todo bom [link tag=”nomades-digitais”]nômade digital[/link] pode passar grandes quantidades de tempo em casa, logo, ter o mínimo de conforto é essencial para não terminar a semana com dores na coluna, cansaço e sensação de improdutividade. Podemos ser desapegados de um escritório, mas não é por isso que temos elasticidade suficiente para trabalhar dias inteiros com a coluna dobrada na cama e o laptop esquentando nossas coxas.
A solução que encontramos foi comprar uma mesa dobrável e duas cadeiras, das mais vagabundas possível. Contanto que quebrassem o galho. As reações das pessoas que nos recebiam eram as mais diversas, mas sempre cheias de surpresa: “nossa, vocês estão bem preparados” ou “é sério que vocês carregam mesa e cadeira com vocês?”.
Problemas recorrentes
Mas ainda assim dependíamos do fator espaço. Nem todo quarto cabia a mesa com as cadeiras, então tínhamos que improvisar. Ao chegar, a primeira coisa que fazíamos era mudar a disposição de alguns móveis e ainda assim em algumas ocasiões precisávamos dobrar as camas, montar a mesa e desfazer tudo para dormir, dia após dia.
Em algumas casas a internet caía a todo momento e para isso tínhamos conosco um chip 4g para emergências. Já em outras casas havia crianças muito barulhentas e a solução era meter o fone de ouvido quase cutucando o cérebro para conseguir abafar. Quando nenhuma de nossas medidas preparativas eram suficientes, recorríamos a um Starbucks para conseguir trabalhar. Por fim, quando os horários de trabalho não eram compatíveis com o que precisávamos cumprir por conta do fuso horário, trocávamos a noite pelo dia.
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Queda na produtividade
Toda essa adaptação no início da viagem acontecia mais naturalmente quando estávamos descansados. Podemos até dizer que o desafio de conseguir ajeitar nosso cantinho em qualquer casa e sermos produtivos ali era uma aventura. Mas continue fazendo isso semana após semana, durante meses. Aos poucos a energia vai sendo drenada e em algumas raras ocasiões nós chutávamos o balde e postergávamos o trabalho que poderia ser adiado para a próxima semana, fazendo apenas o básico.
Havia semanas em que o trabalho era mais simples e em outras precisávamos cumprir algo complexo, que exigia maior concentração, e muitas vezes estávamos exaustos demais para montar nosso ambiente e começar a produzir. Esses dias eram os mais difíceis porque colocavam à prova o desejo de manter esse estilo de vida.
Se há algo que favorece as habilidades de adaptação em qualquer ambiente é a criatividade. É com ela que enxergávamos formas de alocar nossos laptops ou que permitiam-se os “malabarismos” para adaptar nossos singelos quartos de dormir em escritórios durante o dia. Já estamos cansados de saber que a criatividade não pode ser forçada, por isso ter muita paciência ao mudar de ambiente a cada semana era uma virtude que tentávamos ao máximo cultivar.
Quando o cansaço acumula e a produtividade cai, tendemos a pensar que talvez o melhor caminho seja voltar ao modelo convencional de trabalho, por ser mais estável, digamos assim. Rever os motivos que fizeram com que trocássemos a estabilidade de um emprego fixo e abrir os olhos para a quantidade de coisas que ainda não conhecemos no mundo era o que alimentava nossa capacidade de adaptação.
Tão importante quanto querer conhecer o mundo levando o trabalho consigo é ter também um local fixo para que seja possível recarregar as energias, porque estar em constante adaptação exige esforço físico e, principalmente, mental. Voltar ao Brasil até preparar nossa próxima viagem é algo que tem nos feito bem, pois assim podemos rever onde erramos e planejar melhor nosso tempo e também o que precisamos em termos de equipamento para conseguir trabalhar em quaisquer condições.
Ainda pretendo escrever sobre a importância de um local fixo na vida de todo nômade digital. Até lá, se você tem dúvidas sobre como carregar contigo seu escritório móvel, não deixe de perguntar nos comentários ou então em nossas redes sociais.
Até a próxima.
Bem massa! Tô pensando em começar em 2018 essa vida, depois que concluir os estudos, mas bate um medinho de, justamente, já começar cansada! hauauha
Muito bacana o relato. Estou me preparando para fazer o mesmo ano que vem. Venho de 8 anos de escritório no mesmo ramo, análise de sistemas. Desde o começo deste ano passei a estudar desenvolvimento web justamente para acreditar que assim poderia conseguir alguma renda remota. Alguma dica para quem está no começo e não tem clientes “fixos” ou um grande portfólio para mostrar? Valeu!