Transmitido pela picada do aedes aegypti – mesmo propagador da dengue e chikungunya – o zika está se alastrando por outros países e demanda atenção por parte dos viajantes.

O vírus foi identificado pela primeira vez na África, em 1947, mas voltou a preocupar órgãos de saúde do mundo inteiro devido ao exorbitante número de infectados que não para de crescer desde o ano passado, associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e à síndrome de Guillain-Barré.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a falta de imunidade natural ao vírus é um dos fatores determinantes para a sua rápida propagação. Parece assustador e realmente é preocupante, mas não há razões para deixar de viajar, a menos que você esteja grávida.

aedes aegypti, transmissor de doenças como zika, dengue e chikungunya.

aedes aegypti, transmissor de doenças como zika, dengue e chikungunya. Créditos: James Gathany / Fonte: Flickr

Prevenção

A melhor forma de prevenir o zika é combatendo o aedes aegypti. É necessário eliminar os criadouros que se formam onde há água parada, cobrindo reservatórios, descartando pneus velhos e verificando vasos de plantas, telhas, calhas, espelhos d’água, etc.

Além das medidas para exterminar o mosquito, a principal forma de evitar a contaminação por zika vírus é prevenindo-se de picadas do inseto. Embora estejamos em pleno verão com temperaturas altíssimas no hemisfério sul, é indicado manter a pele coberta ao máximo e aplicar repelente em todo o resto que ficar exposto, até no rosto. Fazendo isso, de quebra você também estará se protegendo contra a dengue e a chikungunya, outras duas doenças seríssimas que podem estragar a sua viagem.

Sintomas

A maior parte dos casos é assintomática. No entanto, os principais sinais que se manifestam em quem contrai o zika vírus são: dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos, manchas vermelhas na pele, coceira, dores de cabeça e febre. Os sintomas podem aparecer entre dois e sete dias depois da picada do mosquito portador e desaparecem espontaneamente após um período entre três a sete dias.

Ao sentir qualquer mal-estar, procure um hospital o mais rápido possível para confirmar o diagnóstico, não tente mascarar nenhuma doença.

Diagnóstico

O vírus pode ser detectado pelo exame PCR, feito pelo sangue coletado entre o quarto e o sétimo dia após o aparecimento dos sintomas. Entretanto, poucos laboratórios no Brasil estão capacitados para realizar o procedimento.

Tratamento

Ainda não há vacina ou medicamento especifico para tratar o zika vírus, até porque os sintomas são muito leves. Vá ao médico para ser examinado e, em caso de ter contraído a doença, provavelmente ele lhe receitará dipirona e paracetamol para diminuir as dores no corpo e controlar a febre. Além disso, poderá recomendar descanso, alimentação leve e ingestão de bastante líquido. Nunca apele para a automedicação!

Atenção redobrada com as grávidas

Mulheres grávidas devem ser ainda mais cautelosas, pois já foi provado que o vírus pode atravessar a placenta e causar graves danos cerebrais ao bebê. Só entre outubro de 2015 e janeiro deste ano, cerca de 3.500 bebês nasceram com microcefalia aqui no Brasil e há fortes indícios de que esse quadro esteja relacionado à zika. Uma triste realidade, uma vez que muitos deles exigirão cuidados especiais pelo resto de suas vidas, enquanto outros poderão nascer com deficiência visual, auditiva ou motora.

Em um comunicado oficial, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) orienta gestantes a consultarem um obstetra antes e depois de viajarem, ainda que não apresente sintomas, principalmente se o destino for algum país em estado de alerta.

Países em alerta

Há casos de zika confirmados em vários países das Américas, na Europa, em Israel e Ilhas do Pacífico. Em comum, os pacientes relatam que estiveram na América do Sul recentemente. É recomendável cuidado redobrado ao visitar países com a presença do aedes aegypti, entre eles: Brasil, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa, Suriname, Panama, El Salvador, Jamaica, Martinica, Guatemala, Haiti, Honduras, Panamá, México, Porto Rico e Cabo Verde, na África. Grávidas devem repensar viagens para os destinos citados, especialmente nos primeiros meses de gestação, a fim de se resguardarem dos males já citados.

Mapa dos países em alerta de zika vírus.

Mapa dos países em alerta de zika vírus. Créditos: Viajei Bonito

Transmissão de zika vírus pelo contato sexual

Recentemente, a OMS confirmou que o zika foi encontrado em amostras de sêmen e afirma que existem possíveis casos de transmissão por meio de relações sexuais. Pouco se sabe sobre as formas de contágio do vírus, então nada pode ser desconsiderado. Independente disso, use sempre camisinha e previna-se de outras inúmeras doenças sexualmente transmissíveis sobre as quais você já está careca de saber.

Orientações para viajantes

A Organização fez uma série de recomendações aos viajantes, que devem ser seguidas à risca, principalmente pelas grávidas:

  • Cobrir a pele exposta com mangas compridas, calças, sapatos fechados e chapéus.
  • Usar repelentes recomendados pelas autoridades de saúde e aplicar conforme o rótulo.
  • Dormir em lugares protegidos com mosquiteiros.

Cuide-se e aproveite a sua viagem! Não se esqueça de ingerir ao menos 2 litros de água por dia e manter uma alimentação saudável. Saúde em primeiro lugar!

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Gisele Rocha

Formada em Comunicação Social pela UFJF. Andou meio mundo tentando descobrir o que queria fazer, até descobrir que queria mesmo era andar pelo mundo.

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Créditos da imagem de capa: James Gathany / Fonte: Flickr

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