Chapada das Mesas: o que fazer gastando pouco e por conta própria
Parece difícil, mas é possível encontrar o que fazer na Chapada das Mesas sem gastar muito, sem depender de guias e veículos 4×4. Com um pouco de planejamento, dá para explorar a região por conta própria, chegar cedo aos pontos turísticos e economizar bastante.
Foi exatamente esse o nosso objetivo ao incluir a Chapada das Mesas no roteiro, logo após os Lençóis Maranhenses, onde os custos com passeios acabam pesando no orçamento.
Neste guia, compartilho nossa experiência prática viajando de forma independente e econômica, com dicas atualizadas sobre como chegar de carro comum, o que fazer na região sem gastar muito, onde se hospedar em Carolina gastando pouco e quanto custa, na prática, viajar para a Chapada das Mesas.
Todas as sugestões são baseadas em um roteiro real de quatro dias, usando Carolina como base para explorar os principais pontos turísticos.

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Como chegar à Chapada das Mesas de carro?
Saindo de São Luís para a Chapada das Mesas de carro, a viagem dura cerca de 13 horas, sem contar as paradas para comer, tomar um café, ir ao banheiro e esticar as pernas. Melhor ter um segundo motorista para alternar, e foi assim que nós fizemos.
A viagem começa na BR-135 e segue até Presidente Dutra, mais ou menos a metade do cominho. Depois, vai pela BR-226 até chegar à cidade de Estreito. Nela, pegamos a BR-230, famosa Transamazônica, o trecho mais bonito da viagem, que nos leva a Carolina.
⭐ Se você quiser saber mais sobre as condições das rodovias, radares, limites de velocidade e outras informações mais detalhadas, é melhor ler o post sobre as estradas do Maranhão, pois lá explicamos tudo minuciosamente.

Vale a pena alugar carro para a Chapada das Mesas?
Alugar um carro para ir à Chapada das Mesas vale muito a pena, especialmente se você preza pela liberdade de escolha. Como estávamos em três, foi mais barato do que contratar uma agência local para fazer os passeios, mesmo levando em conta o valor da diária e o combustível.
Mesmo para quem viaja sozinho, é válido colocar na ponta do lápis e analisar se compensa mais alugar um carro ou procurar uma agência local para fazer os passeios em grupo. A desvantagem é ficar limitado a roteiros prontos e a horários em que os pontos turísticos costumam estar mais cheios.
Não há ônibus urbanos que levem às cachoeiras e pontos turísticos da Chapada das Mesas. Então, essa não é uma opção.
De qualquer forma, dirigir pelas estradas que cortam o Parque Nacional da Chapada das Mesas é, em si, uma atração e eu diria que uma das melhores. A poucos quilômetros de Carolina você já começa a ver no horizonte as grandes “mesas” cortando a paisagem.
A condição das estradas quando fomos era excelente, praticamente um tapete, com retas muito longas. Havia muitos pontos de parada que consideramos seguros, pois havia ampla visibilidade para frente e para trás. Logo, o que não falta são locais de observação.
De tanto usarmos a Rentcars nas nossas viagens, acabamos firmando uma parceria e hoje temos um cupom de desconto para ajudar nossos leitores a economizar no aluguel de carros, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.
O que fazer na Chapada das Mesas gastando pouco?
Nosso objetivo era montar um roteiro econômico pela Chapada das Mesas que não nos privasse de conhecer os principais pontos turísticos. Afinal, não faria sentido rodar o estado inteiro de carro para não conhecer os lugares mais bonitos.
A seguir, vou mostrar os lugares que visitamos e seus respectivos preços atualizados em janeiro de 2026.
Cachoeira do Dodô


A Cachoeira do Dodô foi nosso primeiro passeio, quando saímos despretensiosamente de carro pelas chapadas. Uma singela placa à nossa direita foi suficiente para nos convencer a sair do asfalto e depois de uma estrada de chão que nosso carro enfrentou sem medo algum, chegamos à casa que também funciona como restaurante.
Além de beber e comer, quem visita a Cachoeira do Dodô tem uma atração muito interessante à sua disposição: adivinhe… uma cachoeira! Descendo uma trilha de, aproximadamente, cinco minutos você tem acesso a um poço raso e uma cachoeira onde é possível ir nadando para aproveitar a queda bem de perto ou até mesmo embaixo dela.
Quanto custa: R$ 30 por pessoa
Complexo Turístico Pedra Caída

O conjunto de atrações turísticas que se encontra na Pedra Caída era o objetivo do nosso primeiro dia. Logo depois da Cachoeira do Dodô, rumamos para o complexo, mas, infelizmente, ficamos apenas na porta.
Quanto custa: a entrada custa R$ 90,00 por pessoa. Até aí tudo bem. Entretanto, para cada cachoeira a visitar dentro da propriedade, deveríamos arcar com mais uma taxa que variava de R$ 40,00 a R$ 65,00. E isso nos faria extrapolar o limite de gastos que tínhamos. Se é ou não um valor justo, não é nosso mérito julgar. Simplesmente não cabia em nosso orçamento.
Tudo que temos de lá então é uma bela foto da fachada.
Trilha dos Pilares


A Trilha dos Pilares que está bem próxima ao Portal da Chapada das Mesas foi uma incógnita, na verdade. Quando estávamos indo em direção a ele, fomos surpreendidos com uma placa bem simpática que nos fez parar o carro sem pensar muito.
Acontece que não havia ninguém na entrada e fomos entrando na esperança de encontrar alguém que nos pudesse dizer para onde iria a tal trilha. Depois de dez minutos estávamos longe da estrada e ainda em dúvida para onde íamos. Resolvemos voltar para o carro e seguir viagem.
Poucos minutos depois, descobrimos que a trilha era paga e que deveria haver um responsável exatamente no ponto onde havíamos estacionado o carro.
O caminho tem cerca de 10 km, contorna uma montanha e segue até um mirante natural, de onde se tem uma vista ampla das formações rochosas. Andamos só um trecho, mas foi o suficiente para revelar paisagens impressionantes. Ainda assim, não sentimos que valeria a pena percorrer todo o trajeto para chegar a um mirante que, muito provavelmente, não superaria o da nossa próxima parada.
Quanto custa: R$ 20 por pessoa
Portal da Chapada das Mesas


A visita ao Portal da Chapada das Mesas encerrou com chave de ouro o nosso primeiro dia nessa região. Depois de uma trilha de 600 metros subidas íngremes na areia fofa e dificuldade média, chegamos ao mirante que nos possibilita ter uma ideia da imensidão do parque e que esbanjava beleza para onde quer que olhávamos.
Mesas de arenito no horizonte, paredões rochosos avermelhados, vegetação típica do cerrado e a estrada em linha reta cortando a paisagem. Parecia que estávamos em um filme no Velho Oeste.
Pensávamos que o local estaria cheio de turistas, mesmo na baixa temporada, dada sua importância. Entretanto, estávamos só nós naquele espaço e pudemos explorar cada canto da grande pedra furada sem pressa.
Quanto custa: R$ 30 entre às 5h e 6h50 (nascer do sol); R$ 20 das 7h às 17h30 e R$ 50 para ensaios fotográficos com agendamento prévio.
Complexo Poço Azul


Depois de cerca de uma hora e meia de carro saindo de Carolina, chegamos ao Complexo Poço Azul, em Riachão. Logo na entrada, deu para perceber que o local tinha uma estrutura bem organizada, com banheiros, lanchonete, restaurante e placas que sinalizam os caminhos até os atrativos naturais.
Trilhas suspensas conduzem às cachoeiras, passando por cânions, vegetação nativa e riachos com nascentes de águas cristalinas. São cinco cachoeiras e um poço delicioso para banho, tudo incluído no ingresso. Isso prova que é possível achar o que fazer na Chapada das Mesas sem gastar muito, preenchendo um dia inteiro com atividades.
Nossa primeira parada foi o Poço Azul, que faz jus ao nome e conquista logo de cara. Ficamos ali por um bom tempo, aproveitando o banho e o visual, até a hora do almoço, que fizemos no próprio complexo.
Depois, seguimos explorando as outras cachoeiras do passeio, cada uma com sua própria beleza. Entre todas, a que mais nos impressionou foi a Cachoeira Santa Bárbara, com seus imponentes 76 metros de queda d’água.
Quanto custa: R$ 80 por pessoa.
Encanto Azul


Seguindo poucos quilômetros do Complexo Poço Azul chegamos ao Encanto Azul, um dos principais pontos turísticos da Chapada das Mesas. O nome já diz tudo, porque o lugar é mesmo encantador.
As águas da nascente formam um poço cristalino, cercado por paredões rochosos que emolduram o cenário. Vale levar óculos de mergulho, porque a beleza não se limita ao que se vê da superfície. Debaixo d’água, o visual é ainda mais surpreendente. A transparência é tanta que dá para enxergar o fundo com facilidade.
Aliás, a nossa dica é que você vá ao Encanto Azul pela manhã. Entre 10h e 13h, o sol incide diretamente sobre o espelho d’água e realça ainda mais o tom azul-turquesa. Como não sabíamos disso, aproveitamos apenas o fim de tarde. Ainda assim, foi muito bom, com o bônus de não haver mais ninguém ali além de nós.
Outra coisa importante que não podemos deixar de mencionar é o acesso ao poço, que se dá por trilha de terra e uma escadaria abissal com 150 degraus. A descida é arriscada para quem está com bebês, e a subida exige um bom preparo físico. Por isso, infelizmente, o local não é indicado para pessoas com mobilidade reduzida.
Quanto custa: R$40 por pessoa, sendo que crianças até 7 anos não pagam.
Cachoeiras do Itapecuru

Visitamos as cachoeiras do Itapecuru buscando o que fazer na Chapada das Mesas não muito longe de Carolina. O local fica a pouco mais de 30 km da cidade, conta com duas imensas quedas d’água lado a lado, além de restaurante e bar.
Como começava a chover no momento em que chegamos, havíamos desistido de entrar, mas em um dia ensolarado, esse espaço é muito convidativo, tanto pela possibilidade de se banhar, quanto para observar a enorme quantidade de água caindo com uma força surpreendente no imenso poço que se forma a seu redor.
Quanto custa: R$ 70 e R$ 35 a meia-entrada.
Os preços foram atualizados em janeiro de 2026, mas estão sujeitos a alterações.
Onde se hospedar barato na Chapada das Mesas?
Escolhemos a Pousada dos Candeeiros como nosso ponto de apoio na Chapada das Mesas. Embora não seja uma hospedagem econômica, ela nos ofereceu todo o conforto que precisávamos depois de 15 horas de estrada. Tinha estacionamento gratuito, quartos limpos e um café da manhã bem variado.
Mas se você estiver em busca de pousadas baratas na Chapada das Mesas, recomendamos a Pousada Águas Belas e a Villa Carolina, que estão bem no centrinho, perto das agências, restaurantes e mercados. Se quiser economizar ainda mais, fique em um quarto compartilhado no Hostel da Cris.
Quanto custa viajar para a Chapada das Mesas?
Uma viagem econômica de 4 dias para a Chapada das Mesas custa, em média, R$ 3.200 para duas pessoas, ou seja, R$ 1.600 por pessoa. Esse valor inclui transporte, combustível, passeios, hospedagem e alimentação. A seguir, veja os cálculos detalhados.
Transporte
Estes são os custos que tivemos com o aluguel do carro por 6 dias (sendo 2 de deslocamento + 4 de passeios). Vale lembrar que saímos de São Luís porque nosso roteiro incluía Alcântara e os Lençóis Maranhenses, mas se você estiver indo apenas para a Chapada das Mesas, vale mais a pena voar até Imperatriz e alugar o veículo lá.
Calculamos um deslocamento de 2.000 km, incluindo ida e volta a São Luís e deslocamentos entre os pontos turísticos da Chapada das Mesas. Considerando uma média de consumo de 14 km/l do carro, as contas ficaram assim:
- 6 diárias Fiat Mobi: R$ 728 (R$ 121,33 por dia)
- Combustível: R$ 640
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Hospedagem
Existem dois tipos de viajantes: os que veem a hospedagem apenas como um lugar para dormir e guardar as malas, e os que acreditam que um bom hotel ou pousada faz diferença na forma como percebemos a cidade e vivenciamos a viagem. Nós fazemos parte do segundo grupo.
Em Carolina, é possível encontrar dormitórios compartilhados em hostel a partir de R$ 55 por pessoa, pousadas econômicas por R$ 150 para o casal e hospedagens mais completas a partir de R$ 350, também para duas pessoas.
O importante é ficar no centrinho, para ter acesso aos serviços essenciais, como padarias, farmácias, mercados, agências de viagens e restaurantes.
- 4 diárias na Pousada Villa Carolina: R$ 646 para duas pessoas.
Alimentação
Ao escolher uma pousada com café da manhã, você já resolve a primeira refeição do dia, e ainda pode colocar algumas frutas na mochila para beliscar durante os passeios.
Como as cachoeiras e balneários ficam longe do Centro, quase sempre almoçávamos por ali mesmo, em restaurantes locais ou nas cantinas dos próprios atrativos. Ainda assim, ter um lanchinho na bolsa ajuda a tomar decisões mais inteligentes para o bolso quando o estômago não está roncando.
À noite, a gente seguia sem pressa pelas ruas de Carolina, escolhendo onde comer de acordo com o cardápio e o melhor custo-benefício.
Nossa regra era simples: equilíbrio. Se o almoço fosse só um lanche, o jantar seria uma refeição saudável. Se o almoço fosse mais caprichado, a gente se permitia uma besteirinha à noite.
- Orçamento diário: R$ 80 por pessoa
Passeios
Ao planejar o que fazer na Chapada das Mesas, escolhemos incluir os principais pontos turísticos, sempre levando em conta o custo-benefício. No fim, nosso roteiro ficou assim:
- Cachoeira do Dodô: R$ 30 por pessoa
- Portal da Chapada das Mesas: R$ 20 por pessoa
- Complexo Poço Azul: R$ 80 por pessoa
- Encanto Azul: R$ 40 por pessoa
- Cachoeiras do Itapecuru: R$ 70 por pessoa
Planilha de gastos na Chapada das Mesas
Os valores correspondem a uma viagem para duas pessoas.
| Categoria | Valor |
|---|---|
| Transporte (carro alugado + combustível) | R$ 1.368 |
| Hospedagem em Carolina (4 diárias) | R$ 646 |
| Alimentação (4 dias) | R$ 640 |
| Passeios turísticos | R$ 480 |
| Custo total da viagem | R$ 3.134 |
Mapa de lugares baratos para visitar na Chapada das Mesas
Este mapa reúne todos os lugares que citamos neste artigo, incluindo pontos turísticos na Chapada das Mesas, cachoeiras e pousadas.
Vídeo sobre a Chapada das Mesas
Gravamos essa viagem econômica para a Chapada das Mesas em um vídeo para o nosso canal no YouTube. Você pode assistir aqui mesmo!
Leia mais sobre o Maranhão
Oi. Faltaram dicas de visitação, qual estrada pegar…. Página pobre em informação para quem deseja visitar.