O trekking da Laguna Esmeralda no inverno
Era o nosso último dia em [link tag=”ushuaia”]Ushuaia[/link] antes de irmos para [link tag=”punta-arenas”]Punta Arenas[/link], no [link tag=”chile”]Chile[/link], e para fechar com chave de ouro nossa visita à cidade, nada melhor que conhecer um dos cartões postais da região: a Laguna Esmeralda. O lago leva esse nome justamente por conta da coloração de suas águas que fica mais evidente ainda no verão.
Inicialmente o plano era participarmos eu (Adriano) e Gisele, mas por conta da friagem que ela pegou na noite anterior, amanheceu doente e como o passeio exigiria um certo esforço físico, resolvemos que só eu iria. O que você lerá agora é um relato de como foi minha experiência nessa atração que faz jus à sua fama.
O tour – realizado pela Ushuaia Aventura e promovido pela All Patagonia em parceria com o Viajei Bonito, foi guiado por Ignacio, que fala e entende muito bem português. Logo, o idioma não será um problema caso você não domine o espanhol (meu caso). No final do artigo você terá acesso às informações de como fazer sua reserva.
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Onde ficar em Ushuaia
Nossa indicação de hospedagem em Ushuaia é o [bookinglink id=”191446″ text=”Hotel Albatros”], principalmente pela sua excelente localização. Outras opções também podem ser conferidas em nosso guia completo de hotéis e albergues.
O trekking
Fui pego no Los Cormoranes por volta das 9h00, quando o dia ainda estava começando a clarear. Era inverno e amanhecia tarde. Depois de aproximadamente 25 minutos chegamos ao Valley of Wolves, onde paramos o carro para calçar os crampons – aqueles dentes que ficam embaixo da bota para permitir mais firmeza ao caminhar sobre o gelo.
Iniciamos então a caminhada rumo à Laguna Esmeralda na companhia de alguns cães que nos abordaram assim que estacionamos. Ignacio nos contou que é muito comum os cachorros seguirem o pessoal que faz a trilha. O passeio ganhava assim um elemento de diversão a mais, visto que eles eram muito simpáticos e carinhosos.
Pegamos o caminho da trilha e passamos por uma região devastada por castores. É possível ver, inclusive, as represas que eles constroem com troncos para então montar suas casinhas, que ficam no meio do lago formado. Ignacio explicou que a arquitetura de suas casas permite que elas fiquem livres de predadores, uma vez que as entradas ficam debaixo d’água, mas o interior fica acima do nível do lago, logo, eles acabam se protegendo justamente pela dificuldade do predador em mergulhar para encontra-las. Interessante, não?
O começo da trilha é a parta mais cansativa, visto que é uma subida íngreme em meio a árvores que abafam o vento. Era possível até mesmo tirar o casaco e fazer o percurso usando apenas a roupa térmica (em pleno inverno). Momentos depois quando terminamos essa etapa o frio intenso voltou com seus ventos cortantes.
Uma hora depois já avistávamos de longe as montanhas que cercam a Laguna Esmeralda, mas a falta de noção de profundidade confundia meu senso de distância e parecíamos estar mais perto do que estávamos. Essa parte final da trilha parecia um conjunto enorme de degraus. O que quero dizer com isso? Sabe quando você está subindo uma trilha e por várias vezes acha que já está no topo dela, mas quando chega descobre que o topo ainda não é ali? Pois bem, era mais ou menos assim.
O problema é que eu queria muito filmar o momento de chegada, fazendo uma tomada legal para o vídeo. Toda hora era a mesma coisa: eu ligava a câmera, caminhava e dizia “bem-vindo à Laguna Esmer… hmm, ainda não”.
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A trilha é bem sinalizada e ao longo de seu trajeto há placas com telefones de emergência que realizam resgates em casos de acidente. Outras placas exibem apenas números, que são usados para que equipes de salvamento possam ter pelo menos uma ideia da região em que os acidentados estão. Supondo que você caia, quebre a perna e precise pedir socorro, basta ligar para o telefone de emergência e informar o último número que viu nessas placas.
A Laguna Esmeralda
De esmeralda o lago não tinha nada, mas calma, não é lenda. É que estava tudo congelado e havia uma camada de neve por cima, visto que no dia anterior havia nevado muito. Não fosse por isso seria possível ver a coloração no gelo, segundo relatos de outros turistas que haviam feito o passeio antes.
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Antes de caminhar sobre sua superfície, Ignacio nos pediu para vestir todas as blusas e acessórios que carregávamos nas mochilas. Você se lembra quando eu disse que no começo da trilha o corpo esquentava e íamos tirando as camadas de roupa? Então, mesmo com o corpo quente na chegada, é necessário colocar tudo de volta: na superfície do lago a temperatura cai drasticamente.
O frio que era suportável dado que ainda estávamos aquecidos pela atividade física se tornava insuportável à medida que caminhávamos para o centro do lago. Não sei explicar o que acontece ali e que torna sua superfície um lugar muito mais frio que suas bordas. Tirar as luvas nem pensar! Fui arrastar a neve para ver a camada de gelo e foram mais de dez minutos usando luvas com as mãos no bolso para que esquentassem novamente.
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Era interessante ver como os cãezinhos ali são adaptados ao frio. Segundo o Ignacio, a sensação térmica no lago girava em torno dos -7 °C e eles corriam pisando em poças d’água que ainda não tinham congelado sem parecerem afetados pela temperatura! Deitavam de barriga para cima, rolavam na neve e brincavam o tempo todo.
Voltamos então para a beira e tomamos um chá quente que o nosso guia carregava em sua mochila. Ainda, barras de cereal e alfajores forraram nossos estômagos com chocolate – essencial para ajudar a manter o corpo aquecido. Depois de tirar muitas fotos no local pegamos a trilha de volta com uma pequena variação, passando por uma pista de esqui de fundo até estarmos de volta no Valley of Wolves.
Para concluir a atividade que durou ao todo algo em torno de 4 horas, almoçamos no único restaurante da viagem onde consegui comer arroz! É claro que o arroz não era o prato principal, mas naquele momento era o que mais me chamava a atenção, mesmo com os pratos principais à frente.
Informações técnicas do passeio
Os dados abaixo foram cedidos pela All Patagonia ao blog e podem sofrer pequenas variações ao longo do tempo. Ainda, recomendamos que você consulte a [vb_product_link code=”BRASILEIROSEMUSHUAIA”] para informações atualizadas:
- Duração total: Aproximadamente 6 horas e meia, contando os tempos de transfer de onde você estiver hospedado. Em outras palavras, de 09h00 a 15h30 com margens de alguns minutos para mais ou para menos.
- Dificuldade da trilha: Moderada, de 3 a 4 horas, aproximadamente. Nossa caminhada durou uma hora e meia na ida e na volta, totalizando três horas, mas isso varia de acordo com cada grupo, do preparo físico dos participantes e também com a quantidade de paradas para descanso e fotos.
- Distância: 8 km ida e volta
- Desnível: 150 m
Além da indicação pela agência [vb_product_link code=”BRASILEIROSEMUSHUAIA”], oferecemos ainda um cupom de desconto a ser aplicado em qualquer passeio contratado com eles!
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O Eu Fui Blog também tem um artigo bem legal sobre a Laguna Esmeralda só que sem neve! Confira aqui!
Leia mais sobre nossa viagem por Ushuaia e pela Tierra del Fuego
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Que lugar incrível! Quero muito!
Abs
Robba Caravieri
http://viajantecolorido.com.br
Que lindo! Adorei a aventura! E o cãozinho! Lindo e fantástico! Obrigado pela sugestão e partilha!
Que experiência incrível!!! O que mais gostei foi a presença dos cachorros… Mas assumo que não teria coragem de fazer…
Achei este passeio espetacular! Por tudo o que envolve!!! A neve, a caminhada e principalmente pelas belas paisagens. Gostaria muito de fazê-lo um dia. Sabe que também na Ilha de Páscoa os cachorrinho são nossos companheiros de caminhada?! :)
Nossa, fiquei imaginando o frio!!! Mas deve ser uma experiência e tanto! Gostaria de experimentar um dia…
Nossa! Parece um passeio muito legal, e, ao mesmo tempo, quanta coisa é necessária se pensar né? Botas, comida, guia….
Imagino que no final tenham feito imagens realmente lindas!
Lindo passeio! A região de Ushuaia já está no meu radar há um tempo… E, caramba, você tem muita coragem por fazer trilhas no frio! Justamente pela questão das camadas, eu acho que cansa muito mais rápido. Causa fadiga, sabe? Me dá uma canseira só de pensar.
Que lugar maus lindo e que aventura! Amei o post e as fotos. Já quero conhecer! Preciso conhecer Ushuaia.
Adorei o post. Super completo e cheio de dicas. E essas fotografias estão qualquer coisa de lindo :) Uma aventura maravilhosa, cheia de vontade de conhecer também.
gentedoceo q gelado esse passeio, n sei se eu ia conseguir fazer tb do jeito q sou friorenta …essa parada dos crampons ai pesa muito:?
Passeio incrível mesmo! Parece ser bem “puxado”, tem que estar com a academia em dia, procede? A presença dos cães deu um charme a mais a esta aventura! Massa demais! ;)