Guia prático de turismo no Maranhão: passeios, praias e traslados
O turismo no Maranhão cresce a cada ano, refletindo o aumento do fluxo aéreo, alta ocupação hoteleira e melhorias constantes na infraestrutura para receber visitantes de outros estados e até de fora do país. E quem diz isso não sou eu, mas o Observatório do Turismo do Maranhão, com base em dados da Anac.
Se antes o circuito turístico se concentrava em São Luís e Barreirinhas — principal porta de entrada para os Lençóis Maranhenses — hoje é possível ir muito mais longe e explorar um estado diverso.
Visitar lagoas perenes em Santo Amaro, praias doces e selvagens em Atins, descer pelo Rio Preguiças de boia ou de barco, conhecer as casas de farinha, embarcar em voos panorâmicos sobre os Lençóis, fazer passeios históricos em Alcântara e cruzar a Transamazônica rumo à Chapada das Mesas fazem parte das experiências que vivemos e reunimos aqui.
Neste guia, além de sugestões de lugares para visitar no Maranhão, você vai saber quais passeios realmente valem a pena, verá dicas de deslocamento dentro do estado, melhor época para ir e onde ficar. Tudo com base em experiências reais.
Vamos nessa?

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Qual é a melhor época para viajar para o Maranhão?
A melhor época para viajar para o Maranhão depende do tipo de experiência que você busca, mas, de forma geral, o período mais indicado vai de junho a setembro.
É nessa época que o turismo no Maranhão atinge seu auge, especialmente por causa dos Lençóis Maranhenses, quando as lagoas estão cheias e o clima é mais seco. A partir de junho, o cenário fica no auge da beleza, com dunas claras, águas cristalinas e dias ensolarados. O que também é sinônimo de preços mais altos e hotéis esgotados.
Entre janeiro e maio, chove mais no estado. Apesar de a paisagem ficar verde e bonita, alguns passeios podem ser prejudicados. As lagoas ainda estão se formando, embora existam algumas perenes. Você pode acessar o post sobre Lençóis Maranhenses no período de seca para saber se é uma boa para você ou não. Spoiler: eu vi vários pontos positivos!
De outubro a dezembro, o clima segue quente e seco, mas as lagoas começam a secar gradualmente. Ainda assim, é um bom período para conhecer São Luís, Alcântara, Atins, Barreirinhas e a Chapada das Mesas, especialmente para quem prefere menos movimento e preços um pouco mais baixos.
Resumo rápido:
- Junho a setembro: melhor época no geral (lagoas cheias e clima seco)
- Janeiro a maio: período chuvoso, menos indicado para os Lençóis
- Outubro a dezembro: bom para cidades, praias e Chapada das Mesas, com menos turistas
Turismo no Maranhão: São Luís e Alcântara
Seria injusto falar sobre turismo no Maranhão sem começar por São Luís, a capital do estado e onde fica o principal aeroporto. Mas engana-se quem acha que a cidade serve apenas como ponto de chegada.
São Luís tem um centro histórico coberto de azulejos portugueses, praias urbanas e abriga o Museu do Reggae, o único fora da Jamaica dedicado ao ritmo. Além disso, a capital é uma excelente base para tours guiados e bate e voltas, como a travessia até Alcântara.
Free tour pelo centro Histórico de São Luís


O tour a pé pelo Centro Histórico é uma ótima escolha para o primeiro dia em São Luís. Ele passa pelos principais pontos turísticos e ajuda a entender a importância histórica e cultural da cidade.
Com a ajuda do guia, você enxerga muito mais do que fachadas bonitas. Ele traz contexto histórico, conta curiosidades e casos divertidos, sem parecer uma aula chata que dá vontade de ir embora no meio do caminho.
Quando fiz, aprendi sobre as influências indígenas, africanas e europeias no Maranhão, além de entender como o reggae se tornou parte da identidade local.
É um passeio leve, embora longo, mas perfeito para o primeiro dia, quando tudo ainda é novidade. Não tem pagamento obrigatório, mas a gorjeta é sempre bem-vinda. Afinal, o guia está dividindo o tempo e o conhecimento dele.
Bate e volta a Alcântara


Alcântara foi a primeira cidade histórica da Amazônia e é reconhecida como Patrimônio Nacional pelo IPHAN. Só isso já dá uma boa ideia do que esperar: casarões, palacetes e as ruínas de uma antiga igreja imponente, cercados pelo rio e por uma natureza abundante. É um cenário digno de novela!
A travessia de barco já faz parte da experiência. Em pouco mais de uma hora, você cruza a Baía de São Marcos e desembarca em uma cidade que parece ter sido pausada no tempo, sendo uma parada imperdível em qualquer viagem ao Maranhão.
Com as explicações do guia, fica fácil visualizar Alcântara no século XVIII, em seu período mais próspero, quando barões enriquecidos pela cana-de-açúcar, pelo algodão, pelo arroz e pela pecuária dominavam a cidade.
E há mais curiosidades: você sabia que Alcântara abriga uma base de lançamento de foguetes do Programa Espacial Brasileiro? É verdade, mas essa parte vale ouvir diretamente do guia.
Para finalizar, a minha dica é que você vá com sapatos confortáveis e solado antiderrapante. O centro histórico preserva o calçamento original de pedras, lindo, mas que exige atenção ao caminhar.
Bate e volta a São José de Ribamar e Raposa



São José de Ribamar é um dos principais polos de turismo religioso do Nordeste. No passeio, visitamos o santuário do padroeiro do Maranhão e ouvimos do guia os relatos dos milagres ligados à sua canonização.
O complexo abriga ainda uma gruta dedicada a Nossa Senhora de Lourdes, réplica da original na França, que foi o local das famosas aparições marianas que inspiraram devoção no mundo todo. Hoje, esse é um espaço de oração e peregrinação.
Ao redor dela fica o Museu dos Ex-Votos, onde fiéis deixaram cartas, objetos e oferendas em agradecimento pelas graças alcançadas. Mesmo para quem não é religioso, vale a visita, pois as histórias, fotos e relatos ajudam a entender a devoção que moldou a identidade cultural maranhense.
De lá, seguimos para Raposa, uma antiga vila de pescadores conhecida pela produção artesanal de renda de bilro. Ali, paramos para almoçar pescados frescos e, em seguida, fizemos um passeio de barco pelos manguezais, com direito a ilhas, dunas e parada para mergulho.
Honestamente, esse foi um dos melhores passeios da viagem, pois mostrou uma forma de turismo no Maranhão que valoriza as raízes culturais, passa por diferentes paisagens e, de quebra, apresenta um pouco da gastronomia local. Eu amei!
Excursão ao Valparaíso Adventure Park




Se você quiser um programa um pouco diferente e que não envolva praias, uma boa ideia é ir ao Valparaíso Acqua Park.
Ele é o maior parque aquático do Maranhão, que conta com 12 brinquedos, dois restaurantes, bar, estacionamento e lojas. O ingresso dá acesso a todos os brinquedos do parque.
Onde se hospedar em São Luís
Sem dúvida, o Centro Histórico é a melhor região para se hospedar em São Luís para quem deseja apreciar a arquitetura local e fazer passeios a pé. Além disso, os hotéis costumam ser mais acessíveis do que as opções próximas à praia.
Hotéis:
Albergues:
Turismo no Maranhão: Lençóis Maranhenses
Os Lençóis Maranhenses reúnem os principais passeios turísticos do Maranhão e tem crescido tanto a ponto dos gestores locais começarem a estudar a possibilidade de criar um limite diário de entradas no parque nacional.
Para não ficar de fora, é recomendável agendar passeios e hospedagens com meses de antecedência. Mas acho que isso você já sabe!
Passeio pelas lagoas mais bonitas


A Lagoa Azul e a Lagoa Bonita são as mais exuberantes dos Lençóis Maranhenses. Por regras do Parque Nacional, a visita só é permitida com guias credenciados, já que as dunas mudam constantemente com o vento e é fácil se perder sem conhecer bem o caminho.
Até dá para visitar cada uma separadamente, mas o tour combinado da Lagoa Bonita + Lagoa Azul é muito mais prático, além de ser proporcionalmente mais barato. O passeio começa pela manhã e segue até o momento em que o sol se põe na paisagem desértica.
Voo de monomotor pelos Lençóis Maranhenses

Caminhar pelas dunas e lagoas é incrível, mas ver esse cenário de cima muda completamente a percepção do lugar. Por isso, vale a pena fazer o sobrevoo de monomotor pelos Lençóis Maranhenses. Cada minuto rende imagens que nenhuma trilha, 4×4 ou passeio de barco consegue entregar.
O voo é curto, com duração de cerca de 30 minutos, e passa num piscar de olhos. As emoções se atropelam: a ansiedade a caminho do avião, o frio na barriga durante a decolagem e o deslumbramento ao ver tudo lá de cima. Descrever as sensações é quase impossível, por isso, sugiro que você experimente e sinta por si mesmo.
Não é um passeio essencial para entender o turismo no Maranhão e suas raízes culturais, mas é daqueles que você faz uma vez e nunca esquece. E, sinceramente, poucos lugares no Brasil justificam tanto ver o cenário de cima quanto este.
Passeio noturno nos Lençóis Maranhenses

Imagine ver milhares de estrelas e fotografar a via láctea no alto das dunas ou de dentro de uma lagoa?
Quem faz o passeio noturno pelos Lençóis Maranhenses tem o privilégio de admirar a imensidão do céu longe das multidões, uma vez que esse é um tour privado.
Pode ser uma excelente oportunidade para uma viagem romântica com direito a pedido de casamento, ou para quem viaja com os amigos.
E mesmo viajando sozinho, dá para dividir o custo com outras pessoas do hostel. Não vai ser difícil convencê-los a participar de uma experiência tão extraordinária.
Excursão pelo Rio Preguiças




Passear de barco pelo Rio Preguiças é um dos melhores passeios no Maranhão para quem quer um pouco de tudo ao mesmo tempo: interação com ribeirinhos, artesanato local, praias de água doce, comidas típicas, paisagens exuberantes e sol de rachar.
A primeira parada foi na comunidade de Vassouras, onde fomos recebidos por macaquinhos simpáticos. Depois das fotos, caminhamos pelas dunas, nos banhamos no rio, compramos artesanato e ainda deu tempo de tomar uma gelada.
Em seguida, seguimos para Mandacaru, que se destaca pelo farol de 35 metros de altura. Vale a pena subir para ter uma vista ampla e sentir o vento no rosto. Para compensar o esforço, nada melhor do que um sorvete de bacuri antes de voltar para o barco.
Depois de muitas fotos e momentos de contemplação, era hora de seguir para Caburé, uma península entre o mar e o rio. Fomos até a Ponta da Brasília para ver o encontro do rio com o mar e aproveitar um mergulho refrescante.
Para fechar com chave de ouro, um verdadeiro banquete, regado a frutos do mar e pratos da cozinha maranhense. Valeu cada centavo!
Bate e volta em Atins


Para quem tem vontade de conhecer as praias do Maranhão, o bate e volta de Barreirinhas a Atins é imperdível.
O passeio começa em um 4×4, cruzando lagoas fora dos circuitos turísticos tradicionais, o que permite aproveitar com mais liberdade e fazer fotos lindas, sem um mundaréu de gente.
Em seguida, passamos por um trecho de mar aberto até chegar ao Canto do Atins, a área mais tranquila e charmosa da vila.
Historicamente, a fama do lugar gira em torno do camarão grelhado preparado ali, originalmente servido no Restaurante da Luzia. Ao lado dele, o Restaurante do Sr. Antônio também disputa o título de melhor camarão dos Lençóis Maranhenses, e muitos visitantes fazem questão de provar os dois.
Depois de se fartar de frutos do mar, dá para tirar um cochilo na rede ou observar os praticantes de kitesurf. Venta bastante nas praias de Atins, mas isso não chega a atrapalhar a experiência.
E ainda tem mais! Seguimos até a foz do Rio Preguiças, onde ele encontra o oceano Atlântico em um cenário natural impressionante, ideal para contemplar, fotografar e, quem sabe, entrar na água mais uma vez.
Antes de encerrar o passeio, assistimos ao pôr do sol sobre as dunas. Não havia jeito melhor de terminar esse longo dia.
Trilha às Lagoas Emendadas

As Lagoas Emendadas compõem o conjunto mais bonito de lagoas dos Lençóis Maranhenses. O acesso acontece a partir de Santo Amaro, cidade-base de onde saem os 4×4 até o início da trilha.
O nome vem do fato de várias lagoas ficarem ligadas umas às outras durante o auge da cheia, criando corredores naturais de água doce entre as dunas. O efeito visual é a coisa mais linda do mundo!
Para chegar até elas, é preciso fazer uma caminhada curta pela areia fofa. Nada assustador, pois os guias estão acostumados a ajudar quem não tem tanta prática. Além do mais, o caminho compensa, já que o cenário fica cada vez mais bonito.
Há tempo de sobra para mergulhar nas águas cristalinas, fazer fotos e apreciar o entorno com calma. Dependendo do horário escolhido, o passeio termina com o pôr do sol. Mas, se a ideia for evitar o movimento na alta temporada, é melhor sair de manhã, bem cedo.
Tour de 4×4 pelas lagoas da Andorinha, da Gaivota e da Serra

Santo Amaro do Maranhão é conhecida pelas lagoas perenes, que podem ser visitadas durante todo o ano, inclusive na estação seca.
Entre maio e setembro, elas ficam ainda mais bonitas e convidativas para banho. Mas, se você não se atentou ao período de cheias antes de comprar as passagens, não precisa desistir da viagem, pois é possível fazer um passeio de 4×4 pelas lagoas da Andorinha, da Gaivota e da Serra e encontrá-las com água.
O tour está disponível em qualquer época do ano, começando pela Lagoa da Andorinha, seguindo pela Lagoa da Gaivota e terminando na Lagoa da Serra.
Geralmente, esse passeio começa de manhã, por volta das 8h. É tomar café da manhã e sair. Pelo menos, ainda sobra tempo para fazer outro passeio depois do almoço ou tomar banho de rio.
Onde se hospedar nos Lençóis Maranhenses
Basicamente, existem três portas de entrada para visitar os Lençóis Maranhenses: Barreirinhas, Atins e Santo Amaro. Barreirinhas concentra a maior estrutura turística, enquanto Atins é mais rústica e Santo Amaro tem lagoas perenes para visitar mesmo fora da alta temporada.
Se você quiser se aprofundar sobre as características de cada um desses lugares, leia o post sobre onde ficar nos Lençóis Maranhenses, mas se quiser apenas dicas rápidas de hospedagem, estas são as minhas recomendações:
Barreirinhas:
Atins:
Santo Amaro:
Turismo no Maranhão: Chapada das Mesas



O cenário da Chapada das Mesas lembra o Velho Oeste, com chapadões avermelhados, formações rochosas imponentes e estradas que parecem levar a lugar nenhum, até levarem a cachoeiras deslumbrantes.
Para quem gosta de fazer trilhas, há opções fáceis para iniciantes e também aquelas que exigem preparo físico, fôlego e experiência, mas todas sempre recompensadas por quedas d’água volumosas, poços de águas cristalinas e vistas lindas do cerrado.
Cachoeiras como São Romão e Prata impressionam pela força, enquanto outras, menores e mais reservadas, fazem o estilo de quem prefere silêncio e distanciamento social.
Como se deslocar dentro do Maranhão
O Maranhão é um estado extenso, com mais de 800 km de norte a sul, e isso influencia diretamente a forma de se deslocar entre os destinos turísticos. Há aeroportos nos principais polos, boas rodovias em alguns trechos e, em outros, o acesso só é possível de 4×4 ou barco.
Por isso, planejar essa logística com antecedência evita surpresas e torna a viagem muito mais tranquila. Nos próximos parágrafos, explico as principais opções de transporte e o que funciona melhor em cada região.
Avião
Viajar pelo Maranhão de avião pode facilitar bastante o deslocamento em um estado grande e com distâncias consideráveis. O principal ponto de entrada é o Aeroporto de São Luís, que recebe voos diretos e conexões das principais capitais do Brasil.
Nos Lençóis Maranhenses, existe o Aeroporto de Barreirinhas, mas é importante saber que ele não opera voos comerciais regulares. O terminal é usado principalmente para voos panorâmicos, aeronaves particulares e fretamentos, como os passeios de monomotor sobre o parque. Para quem vai aos Lençóis, o acesso continua sendo feito por terra, a partir de São Luís.
Já no sul do estado, o Aeroporto de Imperatriz é a melhor opção para quem pretende conhecer a Chapada das Mesas. Ele recebe voos regulares e reduz bastante o tempo de viagem em relação ao trajeto feito de carro.
Sendo assim, combinar São Luís e Imperatriz de avião é a forma mais eficiente de explorar diferentes regiões do Maranhão.
Ônibus
Viajar de ônibus pelo Maranhão é possível, mas nem sempre é a opção mais prática, tudo depende do destino. A partir de São Luís, as empresas Guanabara e Cisne Branco ligam a capital a Barreirinhas, principal base dos Lençóis Maranhenses. A viagem dura pouco mais de 5 horas e costuma ser relativamente tranquila, sendo a alternativa mais econômica para quem segue esse roteiro clássico.
A partir de Barreirinhas, porém, o ônibus deixa de ser útil. Quem deseja ir até Atins precisa completar o trajeto de barco ou veículo 4×4, enquanto Santo Amaro, apesar de mais próxima da capital, não conta com linha regular, exigindo carro alugado ou transfer. Vou explicar as duas possibilidades mais adiante.
Já para quem pretende chegar a Carolina, porta de entrada da Chapada das Mesas, o ônibus não compensa. O trajeto exige baldeação em Imperatriz e pode ultrapassar 26 horas de viagem. Nesse caso, é muito mais racional voar até Imperatriz e seguir por terra por cerca de 4h30, ou fazer todo o percurso de carro, em torno de 15 horas, com paradas pelo caminho.
Carro
Ter um veículo à disposição garante liberdade e autonomia para quem viaja a turismo pelo Maranhão, já que quebra a necessidade de adaptar o roteiro aos horários de ônibus e agências. O carro facilita o acesso a destinos menos servidos por transporte público, como Santo Amaro, trechos da Chapada das Mesas e atrações fora dos circuitos tradicionais. Também permite parar pelo caminho e lidar melhor com imprevistos.
As rodovias principais são, em geral, asfaltadas e em boas condições, mas nem tudo é simples: estradas de areia, trechos esburacados e sinalização limitada existem, especialmente perto dos Lençóis Maranhenses. Por isso, vale escolher bem o veículo e evitar dirigir à noite, quando a visibilidade é menor e animais na pista são comuns.
Outro cuidado importante é o planejamento de abastecimento, já que alguns trechos têm poucos postos. Ainda assim, para quem quer autonomia e flexibilidade, alugar um carro é uma excelente escolha. Nós alugamos pela Rentcars, que oferece boas opções de retirada e devolução. E depois de tanto insistir, conseguimos um cupom de desconto para os nossos leitores!
Van e transfer
As vans são uma alternativa aos ônibus, com horários mais flexíveis e serviço porta a porta. A desvantagem são os constantes atrasos, já que o motorista para em diferentes lugares para recolher passageiros.
Sabendo disso, não escolha as vans como meio de transporte se você precisar chegar ao aeroporto com pouca antecedência ou se o seu roteiro não tem espaço para imprevistos.
De qualquer maneira, deixo aqui algumas opções:
- Van de São Luís para Barreirinhas
- Van de Barreirinhas para São Luís
- Trasfer de Barreirinha para Atins em lancha
Barco
No Maranhão, o barco não é apenas um meio de transporte turístico. Em alguns destinos, ele é a única forma de acesso viável.
É assim para chegar a lugares como Atins, quando o acesso fluvial se torna a opção mais prática para quem não está de 4×4, e também a Caburé e Vassouras, paradas clássicas do Rio Preguiças que só existem no roteiro de quem segue de lancha ou voadeira. O mesmo vale para as comunidades ribeirinhas dos Lençóis Maranhenses, onde o barco é o transporte cotidiano.
No litoral, muitas ilhas e praias isoladas do Maranhão continuam fora do alcance das estradas, preservadas justamente por essa dificuldade de acesso.
Geralmente, os bilhetes são comprados no cais de cada uma das cidades, a não ser que você esteja viajando com a GetYourGuide ou a Civitatis, que já incluem as passagens de barco no preço dos passeios guiados.
Dúvidas frequentes sobre turismo no Maranhão
Agora, vou responder de maneira rápida e direta às perguntas relacionadas à viagens ao Maranhão. Se você ainda tem alguma dúvida que não foi esclarecida ao longo deste post, envie nos comentários para que a gente possa te ajudar.
Não, o Maranhão é um destino com bom custo-benefício, especialmente fora da alta temporada. Hospedagem, alimentação e passeios têm preços acessíveis quando comparados a outros destinos brasileiros. O maior custo costuma ser a logística entre os atrativos, mas com planejamento é possível viajar bem sem gastar muito.
O ideal é reservar entre 10 e 15 dias para conhecer o Maranhão com calma. Esse tempo permite explorar São Luís, os Lençóis Maranhenses (Barreirinhas, Atins e Santo Amaro) e a Chapada das Mesas sem correria. Viagens mais curtas são possíveis, mas exigem cortes importantes no roteiro.
A melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses vai de junho a setembro, quando as lagoas estão cheias, a paisagem fica no auge e as chuvas já diminuíram. Julho e agosto costumam ter clima mais estável, enquanto setembro ainda oferece boas lagoas, com menos turistas.
Não. O acesso ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses só é permitido com guia credenciado e veículo 4×4. As dunas mudam constantemente com o vento, não há sinalização interna e existe controle de visitantes para garantir segurança e resgate em caso de imprevistos.
Sim. Os Lençóis Maranhenses podem ser visitados por crianças e idosos, desde que os passeios sejam bem escolhidos. Em Santo Amaro há lagoas de fácil acesso e veículos 4×4 reduzem o esforço físico. O ideal é evitar horários muito quentes e informar o guia sobre eventuais limitações.
Sim, é possível, mas exige tempo e planejamento. Os dois destinos ficam em extremos diferentes do estado. O ideal é reservar ao menos 12 a 15 dias, usar voos internos (São Luís e Imperatriz) ou combinar carro e avião para evitar deslocamentos longos demais.
Sim, o Maranhão é um bom destino para quem viaja sozinho, especialmente em roteiros bem planejados. Os principais passeios são feitos com grupos guiados, os maranhenses são receptivos, e você pode conhecer pessoas para ter companhia, se quiser.
De forma geral, o Maranhão é um lugar seguro para mulheres que viajam sozinha, desde que com os cuidados básicos de qualquer viagem solo. Optar por passeios guiados, evitar áreas isoladas à noite e escolher boas hospedagens aumenta bastante a segurança e a tranquilidade da viagem. São Luís, Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas recebem muitas mulheres viajando sozinhas, inclusive estrangeiras.
Sim, vale muito a pena, especialmente se você quer mais liberdade de roteiro. O carro facilita deslocamentos longos, acesso a destinos fora do eixo turístico e viagens até a Chapada das Mesas. Já para os Lençóis Maranhenses, ele funciona melhor combinado com guias e passeios locais, já que nem tudo é acessível com carro.
Não. É possível viajar pelo Maranhão com carro convencional, inclusive até Barreirinhas. Já o acesso ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses não é permitido com veículo próprio, mesmo que seja 4×4. A entrada só ocorre com transporte autorizado e guia credenciado, por questões de segurança e preservação ambiental.
Olá, tudo bem?
Saberia me informar se os Lençóis Maranhenses já estão abertos ao público?
Qual pousada vocês me recomendariam em Barreirinhas e Santo Amaro?
Ótimo conteúdo, meus parabéns.
Abraço.
Viva o meu Maranhão!
Que post maravilhoso! Já pensei várias vezes em conhecer o estado (principalmente por conta dos Lençois) mas não sabia nem por onde começar a planejar. Fiquei com muita vontade de incluir a Chapada das Mesas no roteiro!
A Chapada das Mesas é um dos lugares mais bonitos que já visitei no Brasil. Acho que você também vai sair apaixonada!
Estou encantada com tantas maravilhas naturais do Maranhão. Um paraíso na terra. Espero que consigam preservar as tradições mais genuínas e os parques
Em relação aos parques, acredito que a tarefa mais difícil seja equilibrar o fluxo de turistas e torná-los conscientes de que é necessário zelar pelo espaço. Não me deparei com ninguém depedrando ou deixando lixo para trás, acho que a obrigatoriedade do acompanhamento de guias em alguns lugares ajuda muito nesse quesito também.
Obrigada pelo seu comentário.