Minhas primeiras impressões ao me mudar para os Estados Unidos

Há aproximadamente um mês, Gisele e eu desembarcamos em Nova York para uma viagem de seis meses pelos Estados Unidos.

Não há como negar que existem muitas diferenças entre visitar um país como turista e morador, mesmo que por um curto período. Essas diferenças vão surgindo aos poucos à medida em que entramos em contato com as pessoas, com o trânsito e com as situações do dia a dia. O que apresento a você, caro leitor, são as impressões que estou tendo nesses primeiros dias de vivência.

Trânsito

Dizer que os Estados Unidos não têm problemas no trânsito é uma falácia. Na verdade, eles também sofrem com engarrafamentos, motoristas mal-educados (em uma escala menor que a nossa, é necessário frisar) assim como acidentes. Com relação aos engarrafamentos, são mais do que justificáveis: carros são muito baratos por aqui e, pelo menos nas cidades pequenas que conhecemos na Flórida, dificilmente você conseguirá fazer algo a pé por conta das grandes distâncias entre as áreas residenciais e os serviços. Ônibus urbano também são raros nas cidades menores.

Fim de tarde na Sunshine Skyway Bridge, em St. Petersburg, Flórida

Fim de tarde na Sunshine Skyway Bridge, em St. Petersburg, Flórida. Créditos: Gisele Rocha

As regras de trânsito por aqui são muito parecidas com as do Brasil, com exceção de algumas regras específicas que me deixavam confuso no início (para falar a verdade ainda deixam). Já tomei várias buzinadas, inclusive um dedo médio caprichado na Interstate 75, e contei tudo em um dos vídeos que produzimos para o nosso canal do YouTube. Vale a pena conferir mesmo se você não tem interesse em dirigir por aqui.

Atendimento

Em praticamente todos os dias em que frequentei desde lojas de eletrônicos em Nova York até lojas de conveniência de postos de gasolina remotos na Flórida eu diria que o atendimento variou entre ótimo e excelente.

Recepcionistas de restaurante típico alemão em EPCOT, Orlando, Flórida

Recepcionistas de restaurante típico alemão em EPCOT, Orlando, Flórida. Créditos: Gisele Rocha

Para se ter uma ideia, em alguns dos supermercados que frequentamos em Ruskin, basta você estar próximo a algum funcionário e parecer um pouco perdido para que eles parem de fazer o que estão fazendo só para checar se você precisa de alguma coisa, e quando você fala o que é, eles caminham com você até a seção.

Alimentação

Infelizmente quando o assunto é alimentação, não consigo lembrar algo que mereça um elogio. Nos papéis de turistas em Nova York comíamos bem, afinal de contas estávamos ali para visitar, então fazia parte do processo gastar um pouquinho mais. Mas quando você já muda esse “status” para morador temporário, começa a vivenciar as dificuldades para encontrar lugares com comida semelhantes à nossa. O corpo reage a isso, obviamente, ficando mais fraco, dia após dia, e irritado.

Sanduíche em Manhattan, Nova York, Estados Unidos

Sanduíche em Manhattan, Nova York, Estados Unidos. Créditos: Adriano Castro

Almoço

Feijão você dificilmente encontra algum que seja salgado pra valer. Arroz é guarnição rara em restaurantes – salvo os fantásticos restaurantes mexicanos e a carne muitas vezes é parecida com aqueles bifes de hambúrguer, só que mais volumosos. Geralmente a variedade dos pratos é pequena, limitando-se à carne e um acompanhamento, como frango e purê de batata.

Na pressa e na falta do que comer, optamos por comida congelada, mas dois ou três dias nessa dieta são suficientes para que você fique com a sensação constante de insatisfação. Nada parece saciar a fome. Não há como negar, o arroz e feijão fazem falta! Principalmente depois de dias, semanas ou meses em falta.

Café

Com relação ao café, já prevejo que sentirei saudades ao voltar para o Brasil. Os Estados Unidos são fantásticos quando o assunto é o café.

Diferente de chegar ao balcão e pedir um cafezinho, na grande maioria dos lugares aqui você tem uma larga mesa e vários tipos de café, entre eles o colombiano e o brasileiro. Você mesmo pega o copo, serve, mistura os vários tipos de acompanhamentos, que incluem creme de Nutella e baunilha. Depois de “equipar” sua bebida com os vários acompanhamentos disponíveis, passa no caixa e fica com aquele copo pelas próximas horas. O copo é térmico, então o café se mantém quente por um bom tempo.

Se você está gostando do artigo até o momento, que tal curtir nossa página no Facebook?

Dunkin’ Donuts

São deliciosos e suculentos, como nos filmes.

Fast Food

Eles existem aos montes! Eu diria que uma loja por habitante!

Sem querer ser exagerado, mas já sendo, se não tomar cuidado, acabo comendo em redes de comida rápida todos os dias, e isso é algo que requer um certo carinho com a própria saúde. As pessoas por aqui, em geral, não têm o hábito de almoçar como nós, por isso se você estará vindo para trabalhar, estudar ou praticar qualquer outra atividade em conjunto com os locais, certifique-se de planejar bem suas refeições.

Não estou dizendo que eles comem um McDonald’s por dia, mas no lugar de pedir um prato com arroz, feijão, saladas e outras combinações que são comuns a nós brasileiros, eles facilmente se satisfazem com uma porção de frango frito, batatas, sanduíches ou outros aperitivos. É tudo questão de costume. Para eles, isso é comum e seus organismos já estão adaptados, mas para nós que estamos acostumados a outra dieta, aderir a esse estilo de vida será, de certa forma, desastroso à saúde.

Preços

Se você vier para os Estados Unidos pensando em Real e convertendo tudo do dólar para nossa moeda, será desesperador (a não ser que você tenha muito dinheiro, obviamente!) Agora, se você conseguir manter sua cabeça na moeda daqui verá que as coisas por aqui são muito mais baratas, dado o poder aquisitivo dos estadunidenses.

Entretanto há um detalhe que me incomoda bastante: o fato de que o preço que você vê nas prateleiras, menus e vitrines nunca é o preço final daquele produto. Estou falando da tributação, que é aplicada somente quando você vai pagar. Seja um cafezinho, seja uma câmera digital, seja um almoço, hambúrguer, praticamente tudo: o que há nas gôndolas são os preços sem os impostos.

Então você chega para comprar um pacote de biscoitos que custa um dólar, vai até o caixa com a nota na mão e depois descobre que ele custa um dólar e dezoito centavos: uma amolação. Não pela diferença, mas porque você acaba precisando pegar a carteira novamente, contar moedas ou então dar mais um dólar e se encher de moedas.

A reação dos estadunidenses quando conhecem um brasileiro

Particularmente, gosto muito de falar do Brasil. É um assunto que realmente me interessa: falar sobre como são as coisas em meu país, tanto as boas quanto as ruins. Quando viajei pela Europa e Ásia, o interesse pelo Brasil era enorme. Bastava dizer de onde eu vim que os assuntos começavam: perguntavam sobre futebol, carnaval, clima e todo tipo de coisa que eles já viram sobre nós na TV.

Por algum motivo, na Flórida é diferente. Não vejo surpresa alguma nas reações quando perguntam de onde eu sou. É comum dizerem: “Oh sim, Miami está cheio de brasileiros.” Talvez por essa razão eles já estejam saturados de nós. Aos poucos vou sentindo falta dos “Ah!! Brasil!! Neymar!!“.

Brooklyn Bridge vista da DUMBO

Brooklyn Bridge vista da DUMBO. Créditos: Viajei Bonito

Em pouco menos de um mês, pude aprender muito sobre os costumes, rotina e hábitos dos estadunidenses. Confesso que a forma como as coisas funcionam por aqui chama a atenção, mas em momento algum chega a beirar o excelente. O país sofre com assaltos, golpes, problemas sociais e vários outros fatores que só estando aqui, conversando diariamente com as pessoas e vivendo em meio aos locais é que podemos realmente percebê-los. Se eu aceitaria morar nos Estados Unidos caso tivesse oportunidade, pensaria um pouco antes de responder a essa pergunta. O Brasil pode ter seus problemas – como qualquer outro país no mundo – mas nele me sinto realmente em casa, e isso pesa.

Prepare-se para sua viagem

Vai alugar um carro? Na Rentcars você compara preços em diversas locadoras no mundo todo com muita segurança, sem taxas no cartão de crédito, 5% de desconto no boleto, parcelamento em até 12 vezes e isenção de IOF. Compare preços para Nova York.

Em Nova York, o almoço simples sai por volta de R$57,15, já o fast-food sairá por mais ou menos R$25,40. Considerando o cappuccino, podemos dizer que o cafezinho da tarde custa R$13,47. Em restaurantes, a garrafa d'água de 330ml custa R$5,06, o refrigerante - considerando também o de 330ml - custa R$6,26 e o pint de cerveja R$19,05.

Descubra quanto custa viajar para Nova York.

Q4 Hotel and Hostel

2909 Queens Plaza North

Descrição obtida de Booking

Este hostel de Long Island City está localizado em Queens, a 10 minutos de comboio da zona este de Manhattan. O Q4 Hotel dispõe de uma cozinha e de uma sala com uma mesa de ténis de mesa e uma televisão, partilhadas pelos hóspedes.

Quando você utiliza o botão abaixo para procurar sua hospedagem, o Viajei Bonito ganha uma pequena comissão e você não paga nada a mais por isso. É uma forma de ajudar nosso blog a continuar vivo, trazendo informações valiosas para sua viagem.

Verificar disponibilidade

Em Nova York, nossa sugestão de hospedagem é o Q4 Hotel and Hostel. Você pode procurar outros hotéis através do Booking, ou então se sua preferência é por albergues, acesse o Hostel World.

É altamente recomendável contratar um seguro viagem para garantir assistência médica em acidentes ou doenças. Você pode fazer sua cotação clicando aqui e utilizando o cupom de desconto VIAJEIBONITO5. Ou então aprenda aqui a contratar um seguro viagem.

Com base em cotações atualizadas do Yahoo Finance a cada duas horas, a proporção entre o Dólar dos Estados Unidos e o Real é de 1 USD para 3,2596 BRL. Você pode simular o valor que deseja converter com os preços das casas de câmbio clicando aqui.

Adriano Castro

Formado em Ciência da Computação pela UFJF, trabalhou durante 10 anos como analista de sistemas até chutar o balde e tocar a vida como freelancer, carregando seus projetos para onde quer que vá.