Os encantos e enigmas de Paracas, no Peru

Que desenho é esse na areia?

Os desenhos no meio dos morros ainda são um mistério a ser desvendado no Peru

Os desenhos no meio dos morros ainda são um mistério a ser desvendado no Peru. Créditos: Luana Alencar

a) Um cacto.
b) Um tridente.
c) Não sei, vou ler o artigo do Viajei Bonito para descobrir.
d) Sei o que é, mas vou ler mesmo assim.

O Viajei Bonito te leva a mais um relato encantador de outro destino peruano. Hoje vamos a Paracas, cidade a uma hora de Ica (onde conhecemos o deserto da Huacachina).

Paracas parece cidade de filme! Música típica, casinhas brancas em frente à praia, uma pracinha linda com peruanas vendendo chocotejas (bombom típico maravilhoso) e um pôr do sol memorável.

Pôr do sol em Paracas, no Peru

Pôr do sol em Paracas, no Peru. Créditos: Andreas Rzepka / Fonte: Flickr

Em Paracas você encontra hospedagem barata, comida barata e transporte barato. Há cafezinhos em frente à praia e você pode observar os pelicanos e a natureza enquanto bate um papo.

Restaurante de frente para o mar em Paracas, no Peru

Restaurante de frente para o mar em Paracas, no Peru. Créditos: Luana Alencar

Os peruanos são gentis e conseguimos fazer amizade fácil, ainda mais em cidade do interior como Paracas. As comidas são temperadas com ervas e molhos, e vêm em grande porção. Não consegui comer nem a metade do prato que pedi (15 soles). Se você come pouco, pode dividir a comida com alguém. No Peru eles servem vários molhos para você colocar na comida, vi um amarelo que me agradava e taquei em todo o prato. O molho se chamava Ají e eu não sabia que Ají era pimenta! Nem precisa dizer que fiquei vermelha, né? Geralmente os pratos vêm com copo de bebida (chá é o mais comum), uma entrada e o prato principal. Come-se muito bem. A comida é o que mais me faz sentir saudades do país, meus 8 kg a mais pós-intercâmbio podem comprovar.

Chega da sessão Mais Você, vamos falar do passeio!

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Islas Ballestas

Nossa primeira parada depois do Candelabro foi nas Islas Ballestas, um pequeno arquipélago habitado por leões marinhos, pelicanos, pinguins e muitas, mas muitas gaivotas. Há quem o compare a Galápagos, devido a sua rica fauna. A ilha é parte do sul do Pacífico e abriga muita história e paisagens, seu nome vem do formato das rochas que formam arcos e resultam em cavernas. Ballestas quer dizer “arco” em espanhol.

A ilha é feita de formações rochosas de guano, que é uma sedimentação resultante do excremento de algumas aves e animais. Por isso, é comum pessoas passarem mal pelo forte cheiro e pela maresia.

Um bote leva os turistas até a ilha por 40 soles. É importante seguir recomendações de segurança, como não ficar em pé e usar o colete salva-vidas.

Dentro do bote que nos transportou até a ilha

Dentro do bote que nos transportou até a ilha. Créditos: Luana Alencar

Reserva Nacional de Paracas

O que é legal no Peru é o contraste de paisagem como deserto-oásis, deserto-nevados, praias-montanhas… e que tal deserto-praia? Isso mesmo. A Reserva de Paracas abriga um imenso deserto que contrasta com as belas praias do Pacífico, que correspondem a mais de 50 por cento do parque. O local foi criado em 1975, a fim de preservar parte do mar e da fauna da região.

Conseguimos entrar na reserva por 15 soles. Você deve comprar uma espécie de ticket, que pode ser encontrado em agências de turismo. Ao som de “el día que salí de casa”, versão minha para “o dia que saí de casa”, rumamos ao deserto.

Paramos em cada praia e o guia era super legal! Como eu já havia ressaltado, os peruanos, assim como os brasileiros, são muito alegres. Salvo algumas piadinhas sobre o 7×1 da Alemanha sobre o Brasil, aos comentários eram engraçados. Lembro que revidei perguntando: qual foi a última vez que o Peru disputou um mundial mesmo? O guia retrucou: “no fuímos para no pasar la vergüenza que ustedes vivieron”. Brincadeiras à parte, paramos para tirar algumas fotos do deserto.

Foi aqui que nasceu a música PRE-PA-RA da Anitta

Foi aqui que nasceu a música PRE-PA-RA da Anitta. Créditos: Luana Alencar

O mar é espetacular e é cercado por formações rochosas. Uma delas é conhecida como La Catedral. Abaixo você pode ver como era o formato da rocha antes e depois do terremoto que atingiu a região em 2007.

Outra coisa que nos chamou a atenção é que mesmo em lugares desérticos no Peru existem pessoas povoando a região. Encontramos uma casa no meio do deserto em que uma família morava e servia almoço para se sustentar. Achamos até uma homenagem ao Brasil, o que levou a mais uma pausa em nosso passeio.

Bandeira do Brasil em um estabelecimento de Paracas, provando que somos queridos em qualquer lugar

Bandeira do Brasil em um estabelecimento de Paracas, provando que somos queridos em qualquer lugar. Créditos: Luana Alencar

Uma curiosidade sobre o local é que se você tiver autorização poderá acampar na reserva. E aí, anima?

Se você gostou desse passeio, pode aproveitar e já planejar sua viagem! Paracas faz calor o ano todo (entre 22 graus e 15,5) e raramente chove, então não há restrições para se divertir.

O mistério do candelabro

Assim como as linhas de Nazca, o Candelabro é um mistério. O que temos a respeito são pistas e suposições, nada comprovado de fato. As dimensões e o formato da figura faz historiadores a relacionarem com as linhas de Nazca. Estima-se que o Candelabro exista há 2500 anos e tem mais ou menos 200 metros de altura e entre 1,2 e 3,2 metros de profundidade.

Alguns dizem ser o desenho de um candelabro, outros afirmam ser um tridente. Acredita-se ser um símbolo religioso e possivelmente mostraria que as linhas de Nazca estavam próximas. Algumas lendas também tentaram explicá-lo. Conta-se que certo homem bom chegou à região e virou um contador de histórias, relatava acontecimentos de outras regiões para o povo e proclamava o bem e curava os enfermos. Entre esses acontecimentos o homem, conhecido como Viracocha, relatou que um senhor certa vez foi perseguido por seus inimigos que o crucificaram junto a dois outros homens em uma colina. O povo indignado com tal injustiça subiu a colina e cavou o que hoje chamamos de Candelabro.

E o Candelabro é realmente espetacular.

Onde se hospedar em Paracas

Icthus Paracas

Asociacion San Martin Mz J1 Lt 29 Pisco

O Icthus Paracas dispõe de acomodações em Paracas, a 40 metros da Estação Rodoviária de Oltursa. Existe acesso Wi-Fi gratuito, e os hóspedes podem desfrutar de um pequeno-almoço opcional mediante um custo adicional.

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Descrição obtida de Booking

O Icthus Paracas dispõe de acomodações em Paracas, a 40 metros da Estação Rodoviária de Oltursa. Existe acesso Wi-Fi gratuito, e os hóspedes podem desfrutar de um pequeno-almoço opcional mediante um custo adicional.

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Créditos da imagem de capa: Luana Alencar

De malas prontas para Paracas?

Em Paracas, nossa sugestão de hospedagem é o Icthus Paracas.

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Com base em cotações atualizadas do Yahoo Finance a cada duas horas, a proporção entre o novo sol peruano e o real é de 1 PEN para 0,9673 BRL. Você pode simular o valor que deseja converter com os preços das casas de câmbio clicando aqui.

Sobre Luana Alencar

Luana Alencar, jornalista pela UFJF, apaixonada por livros, violão e viagens. Morou dois meses no Peru, ensinando adolescentes sobre consciência ecológica.